Vêm aí os anos do segurismo-montenegrismo
A partir do dia da tomada de posse, o Presidente Seguro terá um único objetivo: ser reeleito para um segundo mandato, e à primeira volta.
A partir do dia da tomada de posse, o Presidente Seguro terá um único objetivo: ser reeleito para um segundo mandato, e à primeira volta.
Se vencer a Presidência da República, nunca veremos o dr. Seguro a despir os calções de banho nos areais da pátria. O homem é reservado, monótono, às vezes maçador – e talvez os portugueses queiram isso depois desta década de Big Show Marcelo.
Lina Lopes anunciou esta segunda-feira nas redes sociais que decidiu retirar a candidatura ao município de Setúbal face a uma "campanha difamatória e às tentativas de chantagem" de que diz ter sido alvo.
Lina Lopes afirma que decidiu retirar a sua candidatura ao município de Setúbal face a uma alegada "campanha difamatória e às tentativas de chantagem" de que diz ser alvo "nos últimos dias" e que, na publicação, não identifica.
AD e Chega cumprem uma espécie de ritual de acasalamento político, e a enorme maioria de direita no parlamento, como aqui se previu em tempo, vai ganhando forma e conteúdo como suporte da governação.
Pouco mais de um ano depois de ter tomado posse, Luís Montenegro voltou esta quinta-feira a encabeçar uma cerimónia com muitas caras repetidas que vão fazer parte de um "Governo de continuidade". A principal novidade é o Ministério da Reforma do Estado. Esta sexta-feira tomam posse os secretários de Estado.
O primeiro-ministro defendeu que a estabilidade política, nomeadamente entre a Assembleia da República e o Governo, "assegura-se muito da relação de confiança".
O cenário mais provável nesta altura volátil, a ida para eleições, reabre e amplia a incerteza vivida na ida às urnas há exatamente um ano. À incógnita sobre a reação do eleitorado às terceiras eleições em três anos somam-se as pontes ainda mais queimadas entre os partidos, sobretudo os do centro. Risco para a governabilidade é alto.
No passando, fechar acordos envolveu convívios em casa de Costa, telefonemas entre Marcelo e Guterres e refeições no Tivoli com Manuel Monteiro. E alguma discrição.
Para que a paródia fosse completa, só faltava dizerem que Hassan Nasrallah também pôs os comboios do Líbano a circular a horas. Não é a primeira vez. Sempre que Israel ou os EUA eliminam um afamado terrorista, entra em cena uma estranha canonização da criatura.
O Presidente da República já assumiu estar a tentar influenciar as negociações do OE, mas José Filipe Pinto diz que está a ir ainda mais longe do que isso.
Sem maioria absoluta de nenhum dos blocos políticos, Macron terá de decidir quem nomear como primeiro-ministro, contando entre os candidatos com Mélenchon e Hollande. Certo é que a vitória da extrema-direita acabou por não acontecer e que a extrema-esquerda se fortaleceu no parlamento.
Um estava no Semanário, outro era um primeiro-ministro tão minoritário – “uma insuficiência terrível” – como o de 2024. O Presidente releu o texto e diz que a situação é “muito diferente” da de hoje.
O Governo Montenegro começou a caminhar num meio onde pragmatismo, negociação, concertação e diálogo, com ou sem ajuda de Belém, podem não chegar. Talvez tenha de se agarrar a um velho estribilho do Maio de 68: “Sejamos Realistas. Peçamos o impossível!”
À saída da audiência com o Presidente da República, Luís Montenegro não respondeu diretamente às perguntas da comunicação social sobre a possibilidade de a IL integrar também o executivo ou sobre a eventual apresentação de um Orçamento Retificativo.
A coligação PSD/CDS/PPM venceu as eleições regionais, no dia 4, com 43,56% dos votos, mas elegeu 26 dos 57 deputados da Assembleia Legislativa, precisando de mais três para ter maioria absoluta.