Montenegro garante estar empenhado em nomear rapidamente novo diretor da PJ
Primeiro-ministro sublinha que, apesar disso, que a PJ "está a funcionar com total regularidade" desde que Luís Neves foi nomeado ministro da Administração Interna.
Primeiro-ministro sublinha que, apesar disso, que a PJ "está a funcionar com total regularidade" desde que Luís Neves foi nomeado ministro da Administração Interna.
Luís Neves não é um político. É um polícia. E essa distinção, que pode parecer semântica, constitui na verdade o ponto fulcral da sua nomeação.
Luís Neves já esteve reunido com a Associação Sindical a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, que tinha abandonado as negociações com a anterior ministra Maria Lúcia Amaral.
Se gerir a Administração Interna com o ritmo que imprimiu na PJ, os secretários de Estado terão motivos de preocupação. Já acordou um procurador às 3h da manhã e marcava reuniões fora de horas. Mas no último dia chorou.
Luís Neves destacou que são isolados os casos de violência policial e do alegado envolvimento de polícias em grupos nazis.
Luís Neves respondia às críticas que se têm vindo a fazer pelo facto de ter passado diretamente de diretor da PJ para o Governo.
Na quarta-feira, o novo ministro da Administração Interna esteve reunido no ministério com o Comandante-Geral da GNR, Tenente-General Rui Veloso, e com o Diretor Nacional da PSP, Superintendente-Chefe Luís Carrilho.
A nomeação do ex-diretor-nacional da PJ para ministro da Administração Interna é uma grande carta de Montenegro, mas levanta muitas questões sérias.
O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho criticou esta terça-feira, durante uma conferência em Leça da Palmeira, a escolha de Luís Neves para o cargo de ministro da Administração Interna. O antigo governante sublinha que esta escolha abre precedentes que considera graves e coloca em causa a separação de poderes. "Não se pode passar, penso eu, de diretor da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna. (...) Não é um bom sinal que se dá", disse.
O Presidente da República ainda teve um papel na escolha do nome de Luís Neves para ministro. E os Serviços de Informação avisam para a guerra psicológica russa sobre os voluntários portugueses.
Presidente da República já tinha lançado desafio na cerimónia de aniversário da PJ, em outubro. Sucessão na PJ será "prata da casa".
Luís Neves já tomou posse como ministro da Administração Interna. O diretor-geral editorial adjunto da Medialivre, Eduardo Dâmaso, considerou que a nomeação de Luís Neves para ministro da Administração Interna "é bastante complexa". Para o jornalista da SÁBADO Alexandre R. Malhado, «isto é uma vitória de Luís Montenegro já».
Cerimónia teve lugar em Belém com a presença em peso do Governo.
Luís Neves foi escolhido pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, para substituir Maria Lúcia Amaral.
Desmantelou a ETA em Portugal, coordenou uma das maiores operações de sempre da PJ e foi defendido pela esquerda em matérias de migração.
Os elogios ao trabalho enquanto diretor da PJ são quase unânimes, mas há críticas e advertências e até silêncios, incluindo dos partidos do Governo.