Irão nega cobrar portagens em Ormuz apenas "serviços de navegação"
Os Estados Unidos admitiram no fim de semana que estavam próximos de um acordo com o Irão que permitiria desbloquear o estreito.
Os Estados Unidos admitiram no fim de semana que estavam próximos de um acordo com o Irão que permitiria desbloquear o estreito.
O acordo que os Estados Unidos e o Irão estão prestes a concluir incluiria a reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado por Teerão desde o início dos ataques israelo-americanos em 28 de fevereiro.
A mais recente proposta iraniana, transmitida a Washington por mediadores paquistaneses que procuram um "fim permanente" para o conflito, destaca a exigência de incluir o Líbano no cessar-fogo.
As forças armadas norte-americanas anunciaram, esta quarta-feira, que abordaram um petroleiro com bandeira iraniana no Golfo de Omã, por suspeitas de tentar violar o bloqueio marítimo imposto pelos EUA.
Notícia surge poucos dias depois de Trump ter deixado a ameaça de um ataque em grande escala caso o Irão não conclua o acordo nuclear.
A mensagem da Guarda Revolucionária surgiu horas depois de o Governo iraniano ter formalizado a criação de um novo organismo para a gestão do estreito de Ormuz.
Plano passará por convidar empresas como a Google, a Microsoft, a Meta e a Amazon a pagar uma espécie de imposto.
Informação foi avançada pela televisão estatal iraniana, que não identificou os países.
Trump revelou também que a China vai anunciar a compra de 200 aviões comerciais da Boeing, cujo líder, Kelly Ortberg, fazia parte da delegação empresarial norte-americana à China.
Os líderes das duas maiores potências mundiais voltarão a reunir-se hoje, antes de Trump deixar Pequim, à tarde, para regressar aos Estados Unidos.
Os Estados Unidos e o Irão estão num processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as divergências entre as suas posições tenham impedido, até ao momento, um segundo encontro em Islamabad, cidade que acolheu a primeira reunião presencial após o acordo de cessar-fogo assinado em 08 de abril, posteriormente prorrogado indefinidamente por Trump.
O Irão exige o fim imediato das hostilidades na região, incluindo no Líbano, onde os ataques israelitas e do Hezbollah pró-iraniano continuam apesar de mais um cessar-fogo.
Em declarações aos jornalistas na Casa Branca o líder norte-americano considerou a proposta de cessar-fogo do Irão como “a mais fraca até agora”: “Nem sequer acabei de ler”.
Depois de Trump ter considerado a resposta do Irão à proposta de paz norte-americana como inaceitável.
As sanções estavam a ser unicamente bloqueadas pelo Governo da Hungria de Viktor Orbán, que foi derrotado nas eleições legislativas de 12 de abril. Este sábado, o novo executivo húngaro, liderado por Péter Magyar, tomou posse, sendo expectável que levante o veto.
Esta negociação continua a ser mediada pelo Paquistão, que transmitiu hoje a resposta iraniana ao plano elaborado pela Casa Branca.