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Restaurantes com história: o Pabe nasceu a servir champanhe e caviar

Ana Taborda
Ana Taborda 27 de dezembro de 2025 às 08:00

A ideia era ser Pub, mas a ditadura fez com que nascesse Pabe - e assim ficou. Foi nas suas mesas que Balsemão recrutou o motorista de sempre e que Marcelo Rebelo de Sousa viu ser-lhe negado um bife em tempos de Revolução: “Para esse fascista, nada.”

Foi ainda durante a ditadura que o Pabe nasceu - assim mesmo, com “e” no fim, para contornar a proibição de Salazar, que não aceitava o termo britânico Pub. “O advogado da altura converteu o Pub em Pabe, para passar”, explica à SÁBADO Luís Espírito Santo, um dos atuais sócios do espaço. Em 1972, quando foi inaugurado, o Pabe já era um restaurante de luxo, feito à medida do milionário iraniano Parviz Parviz, o mais importante quadro da Firestone em Portugal, que vivia entre Londres e Lisboa. “Era familiar do Xá da Pérsia”, acrescenta Luís Espírito Santo. A seu pedido, o caviar que se servia no Pabe vinha diretamente do Irão, o rosbife chegava da Califórnia e o champanhe das mais importantes casas francesas.

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