Sábado – Pense por si

Peso da pena máxima

Quando o Estado erra na aplicação técnica do seu método mais sofisticado, a execução distancia-se de um acto de justiça e aproxima-se da tortura médica exposta. Isolar um indivíduo para administrar substâncias químicas que partem o corpo a conta-gotas destitui o processo da dignidade que a lei constitucional norte-americana teoricamente ampara, através da proibição de castigos cruéis.

A Caça às Bruxas de Rui Rocha

Esmurrar a honra de um ministro baseado nas filiações associativas, religiosas, desportistas, fraternais, as que forem, convoca os terríveis espasmos de caça ideológica do felizmente falecido Estado Novo.

Luís Neves Code Red

O cemitério está pejado de insubstituíveis: alguns têm estátuas, outros avenidas e uns quantos apenas campas discretas. A democracia foi inventada precisamente para sobreviver aos indispensáveis.

Os segredos da vida financeira de Salazar
Marco Alves

Dinheiro, gastos e benesses do Estado. Os segredos da vida financeira de Salazar

A preços atualizados, tinha 113 mil euros no banco quando morreu, além de prata, ouro, casas e terrenos, que hoje valeriam milhões. Poupado e com salário de €8.450 (preços de hoje), beneficiou de viver 31 anos numa casa oficial. Recorreu a funcionários e meios públicos para assuntos pessoais, o Estado gastou €1,9 milhões na sua doença e atribuiu-lhe um salário vitalício.

Uma República sob ameaça

O “país excecional e indispensável” chega aos 250 anos com um Presidente que promoveu um ataque ao Capitólio. Não, não é um detalhe passageiro. Provavelmente, acabará mal.

Mendes Cabeçada chefiaria o primeiro governo pós-golpe (por pouco tempo)
António Luís Marinho

28 de maio de 1926: O dia zero da ditadura que durou meio século

Há 100 anos, um golpe de Estado que, aparentemente, podia ter sido mais um na conturbada I República, acabou por originar quase cinco décadas e Estado Novo, e um ditador, Oliveira Salazar, que moldaria o país à sua imagem, sob o lema Deus, Pátria e Família.

Rede social Twitter passou a chamar-se X, em 2023
Marco Alves

Guerras de política no X. Os protagonistas conhecidos e os anónimos

A rede social não está apenas entregue a políticos profissionais. Pelo contrário, eles foram os últimos a chegar lá. Algumas contas estão identificadas, outras são anónimas. Chegam a milhares de pessoas, discutem políticas e discutem uns com os outros. Por vezes, com ofensas e processos judiciais.

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