Uma segunda volta muito diferente, 40 anos depois
É difícil ver o documentário 'A Duas Voltas - Mário Soares e as Presidenciais de 1986' sem sentir carinho por aqueles candidatos e pelo que éramos. Carinho e perda.
É difícil ver o documentário 'A Duas Voltas - Mário Soares e as Presidenciais de 1986' sem sentir carinho por aqueles candidatos e pelo que éramos. Carinho e perda.
Vieram de França a saber cultivar rúcula, compraram grandes herdades, participaram em caçadas com reis e infantes, fizeram-se barões em Salvaterra. Os seus descendentes foram campeões de ténis e de golfe, fizeram o Sporting e o BES, lançaram o turismo no Algarve – mas também cantaram ópera no Scala de Milão.
André Ventura esteve no NOW na noite desta segunda-feira e citou Álvaro Cunhal ao dizer "pode-me perguntar o que entender e eu responderei o que entender". Em tom de brincadeira, numa conversa com Pedro Santana Lopes, os dois riram do momento e o líder do Chega acabou a referir que é preciso conhecer o que dizem os inimigos para os poder combater.
Ao fracasso da extrema-esquerda militar juntou-se a derrota de muita direita que queria ilegalizar o PCP. Afinal, nessa altura, os extremismos à esquerda e à direita não eram iguais. Ainda hoje não são, por muito que alguns o proclamem.
Mário Soares e Álvaro Cunhal bateram-se num confronto que definiria o futuro da democracia. Durante três horas e 40 minutos, o país parou.
O PS está muito contente, mas teve um resultado medíocre sob todos os aspectos e preocupante do ponto de vista de implantação, ou seja, estrutural.
O golpe militar de 25 de abril de 1974, em Portugal, terá apanhado desprevenidas as autoridades norte-americanas. Todas? Não
Fomos conhecer o L’AND Vineyards, a cinco minutos de Montemor-o-Novo
Oriana Fallaci citou Cunhal: “Nós, os comunistas, não aceitamos o jogo das eleições.” O próprio viria a desmentir. A conversa marcou o espírito democrático do PCP – ou a falta dele.
As primeiras bombas do ELP, a guerra da unicidade sindical, os casos Renascença e República na comunicação social, 400 MRPP's presos pelo Copcon: a violência estalou de vez e abriu alas para o que aí vinha.
Enquanto Ventura elegeu os seus próprios assessores (um deles celebrou a morte de Odair Moniz), o partido moveu militantes-adeptos de cachecóis na mão, hostis a jornalistas e rivais políticos.
Ainda sem a contagem final dos votos, o líder do partido dedicou o seu discurso de vitória à subida ao segundo lugar. Pelo meio, humilhou o socialista Pedro Nuno Santos e piscou o olho a Luís Montenegro, como fez há um ano.
O "Cinema em Festa" decorre entre segunda e quarta-feira.
D. Afonso Henriques ganha por unanimidade, surgindo a seguir ao rei-fundador outra personagem centenária: o poeta Luís Vaz de Camões. Em 3º lugar já temos alguém da História mais recente: Ramalho Eanes. Com base numa sondagem inédita feita para a SÁBADO, que aponta quais as pessoas mais relevantes ao longo dos 900 anos de Portugal, deixamos-lhe aqui o retrato das 9 principais figuras.
O papel dos boletins foi oferta da Suécia, o esforço de organização das eleições foi dos militares e 92% dos recenseados votaram. A par do entusiasmo com a novidade - "ninguém dormiu na campanha", conta Marcelo Rebelo de Sousa - houve violência e alguns milhares de pessoas não puderam votar por causa do seu papel na ditadura. As eleições para a Assembleia Constituinte, um marco da transição, deram o primeiro triunfo aos moderados.