Sábado – Pense por si

Benjamin Netanyahu, ou "Bibi", enfrenta um desafio eleitoral em outubro. O cenário político pode mudar; a geopolítica mais dificilmente
João Carlos Barradas

Bibi, uma eleição e uma mão-cheia de guerras

As eleições legislativas de outubro opõem a direita, a extrema-direita e religiosos ultraortodoxos a partidos apostados em derrubar Netanyahu, sem que se vislumbrem alternativas para pôr termo às guerras de Israel.

Trump preso ao regime iraniano

Teerão é um vencedor parcial. Consegue amarrar um suposto sucesso de Trump à sobrevivência do regime criminoso iraniano (oh, suprema ironia) e passou a saber que tem um instrumento de negociação e eventual coação muito mais efetivo do que o longínquo e custoso objetivo de chegar às armas nucleares ou comprá-las: o controlo de Ormuz, claro.

Cuidados intensivos

O método na loucura

No Irão, a mesma coisa: se a China é cliente premium do petróleo iraniano (com desconto), talvez seja hora de Teerão mudar de clientela e, já agora, ter outros modos à mesa, deixando de alimentar grupos terroristas que têm sangue americano e israelita nas mãos.

Encostar Israel pressionar o Hamas

Falar de "Paz no Médio Oriente" é arriscado. Mas o acordo de cessar-fogo celebrado no Egito foi a melhor notícia desde 7 de outubro de 2023. Desarmar o Hamas e concretizar a saída das IDF de Gaza serão os maiores desafios. Da Ucrânia vêm exemplos de heroísmo e resistência. Em França cresce o fantasma da ingovernabilidade.

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