Guardas prisionais processam Mamadou Ba em quatro milhões de euros
Mamadou Ba escreveu ter “dificuldades em acreditar” nos suicídios de pessoas negras nas prisões.
Mamadou Ba escreveu ter “dificuldades em acreditar” nos suicídios de pessoas negras nas prisões.
"Saímos com a fome com que entrámos", descreveu Mamadou Ba, da SOS Racismo. Jakilson Pereira, do Moinho da Juventude, mantém "alguma esperança".
O projeto conta, numa primeira fase, com a adesão de sete empresas, incluindo a Altice, BA Glass, EDP, Grupo Sousa, José de Mello, Salvador Caetano e Sugal.
Magistrada Joana Ferrer que condenou o ativista anti-racista por difamar o militante de extrema-direita Mário Machado diz que arguido tentou condicioná-la quando chamou à acusação “uma das maiores borradas do juiz Carlos Alexandre”. Mamadou Ba diz que decisão é uma “clara retaliação” da juíza.
Por ser pública, tive acesso à sentença, que oportunamente li e analisei. Foi com desilusão que li a fundamentação do resultado que já tinha sido amplamente noticiado – a condenação de Mamadou Ba pela prática de um crime de difamação, com pena de multa de €2.400.
Campanha criada por personalidades políticas pretende cobrir a totalidade das custas judiciais e despesas conexas do processo, que condenou o ativista antirracismo por difamar o militante de extrema-direita Mário Machado.
Mamadou Ba foi condenado por difamação por ter associado Mário Machado à morte de Alcindo Monteiro. Em sua defesa, cita o Supremo e aponta o dedo à Justiça.
Ativista antirracismo terá que pagar 2.400 euros. Caso está ligado à morte do cabo-verdiano Alcindo Monteiro em 1995, em Lisboa.
O juiz Carlos Alexandre tinha levado Mamadou Ba a julgamento pelo crime de difamação contra o neonazi Mário Machado. Esta quarta-feira, o Ministério Público (MP) pediu a condenação do ativista.
"Sabemos que o arguido é uma pessoa letrada. Esta não é um publicação numa rede social que é escrita no calor do momento", referiu a procuradora.
Processo contra Mamadou Ba foi movido por Mário Machado.
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Discussões acesas entre o neonazi e a advogada de Mamadou Ba marcaram a segunda sessão de julgamento. Desde publicações racistas de Telegram aos acontecimentos da noite da morte de Alcindo Monteiro, Machado foi confrontado apesar de ser testemunha.
O ativista escudou-se no acórdão do Supremo para afirmar que Mário Machado tem responsabilidade indireta no assassinato a Alcindo Monteiro. Neonazi levou para o tribunal uma camisola com símbolos do regime de Salazar. Defesa de Mamadou Ba considera este um "julgamento político".
"Aquilo que se verifica é que há um acréscimo muito substancial dos pedidos e esse acréscimo vem sobretudo de pessoas que têm um trabalho", referiu a presidente do BA, Isabel Jonet.
É acusado de difamação, publicidade e calúnia num processo movido pelo militante neonazi. Julgamento foi decidido pelo juiz Carlos Alexandre.