Nove factos sobre David Bruno, o herói que apurou o Torreense pela segunda vez à final da Taça de Portugal
Iniciou a carreira no FC Porto, clube do qual a família era toda adepta, estudou economia, emigrou para a Roménia e não é supersticioso.
Iniciou a carreira no FC Porto, clube do qual a família era toda adepta, estudou economia, emigrou para a Roménia e não é supersticioso.
Jogou 11 anos no Sporting e foi uma das figuras da histórica goleada ao Benfica, em 1986 – fez dois golos. À SÁBADO, fala da carreira e das peripécias que viveu no futebol, mas também do lado mais pessoal, desde a família à sua paixão pela música.
Desde 2000, só um antigo treinador portista foi feliz no regresso ao Dragão – e não foi Mourinho. E como será frente ao Nottingham Forest de Vítor Pereira, bicampeão no FC Porto? Os portistas têm ainda que se preocupar com uma (má) tradição, pois há 22 anos que não eliminam equipas inglesas.
Os dragões golearam no estádio da Constituição, as águias deram troco na inauguração das Antas. Antes do clássico, fazemos uma viagem por 94 anos de confrontos, repletos de histórias curiosas e figuras icónicas. E deixando no ar a pergunta: como será no domingo, no estádio do Dragão?
Enquanto presidente do FC Porto chegou a receber €1 milhão por ano e vendeu as suas ações por 350 mil euros, mas no seu testamento não há dinheiro e surge apenas em seu nome um T1. Entre as muitas teorias, há quem defenda que fez um acordo secreto com o filho Alexandre, com quem esteve muitos anos de costas voltadas.
Filho de um guerrilheiro e de uma vendedora de peixe, Bruma veio da Guiné-Bissau aos 12 anos para tentar a sorte no Benfica. Destacou-se no Sporting, mas acabou por sair em litígio do seu clube do coração. Desde que regressou a Portugal, vive o melhor momento da carreira.
Começou pelo voleibol e só aos 23 anos é que se tornou profissional no futebol. Campeão no Benfica e no FC Porto, lembra os momentos marcantes: da mentira que o levou a ser avançado aos golos marcados com um osso partido.
Foi para o Sporting depois de ter perdido 11-1 contra os leões, a mãe ia levar-lhe comida em tupperwares, escolheu o FC Porto apesar de o Benfica lhe dar mais dinheiro, e foi perseguido por alguns No Name Boys no Algarve após os penáltis defendidos no Sevilha.
Em 2021, com 38 anos e quase sem experiência, estreou-se como treinador principal no campeonato do Brasil. Atualmente à frente do Cuiabá, depois de ter orientado At. Paranaense e Coritiba, leva já 54 jogos no Brasileirão – o único português com mais é Abel Ferreira. Diz que ser filho de Toni nem sempre é fácil e admite que será complicado treinar em Portugal.
Desde a chegada de António Salvador, em 2003, o clube só por três vezes ficou fora do top 5 da I Liga e ameaça a hegemonia dos três grandes. No Minho, todos acreditam que ganhar o campeonato será "uma questão de tempo”.
Na tarde deste sábado, dia 14, os dragões vão receber o troféu de campeão, numa época cheia de êxitos, que ainda pode ser enriquecida pela Taça de Portugal. Com Sérgio Conceição como figura principal, houve também outros ases, da revelação Diogo Costa ao experiente Pepe e ao goleador Taremi – e sem esquecer o discreto Mbemba e o patinho feio Zaidu.
Na época em que viu o seu melhor jogador ser vendido em janeiro e, por esse facto, criticou a administração do clube, Sérgio Conceição consegue sagrar-se campeão nacional. A terceira vez para o treinador, dez vezes mais para o clube.
Um empate chega para o FC Porto ser campeão este sábado, no estádio da Luz – e os dragões já celebraram duas vezes no terreno do Benfica. Aliás, os encarnados nunca foram desmancha-prazeres para os portistas - estes, por sua vez, já impediram a festa das águias em cinco ocasiões (uma delas em Lisboa).
Aconteça o que acontecer, Vieira e o Benfica "já têm uma mancha", admite António Simões, velha glória das águias. Em 17 anos e meio, o Khadafi dos pneus, como ficou conhecido o presidente, ganhou 120 títulos nas principais modalidades do clube, 18 delas no futebol. Mas agora arrisca passar à história como o mau da fita, tal como Vale e Azevedo.
Por seu lado, os treinadores só poderão pedir a demissão para se transferirem para outra equipa uma vez na temporada, mas serão livres para encontrar um novo clube cada vez que forem demitidos.