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Ventura acusa Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde. Montenegro garante que projetos vão avançar

Líder do Chega referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".

O Chega acusou esta quarta-feira o Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde e deixar cair novas unidades, o que o primeiro-ministro negou, garantindo que nada vai ficar por fazer e serão encontradas outras fontes de financiamento.

Ventura acusa Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde
Ventura acusa Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde ANTÓNIO COTRIM/LUSA

No debate quinzenal na Assembleia da República, a saúde foi um dos temas abordados pelo líder do Chega, que acusou o executivo de incompetência.

"Nós tínhamos um combate do PSD ao PS durante os últimos anos do Governo a dizer 'não, não, temos que ter todos com médico de família, temos que ter todos com a possibilidade de aceder mesmo à especialidade oncológica', e agora tem o diretor executivo [do SNS] a dizer que não. E, para além disso, temos notícias preocupantes do dinheiro que o Governo tem atirado fora", afirmou.

André Ventura referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".

"Se há área em que os portugueses vão avaliar o seu trabalho é nesta área da saúde", avisou o líder do Chega ao primeiro-ministro.

Na resposta, o chefe do Governo salientou que "a reprogramação em sede PRR não coloca em causa a execução de nenhum projeto, apenas a fonte de financiamento muda por razões de gestão do percurso da execução".

"Não vai ficar por fazer nada em função da reprogramação do PRR. As verbas são alocadas a outros objetivos e nós arranjamos outra fonte de financiamento", indicou.

Na sua intervenção, o líder do Chega pediu também a Luís Montenegro para confirmar declarações do ministro das Finanças quanto à descida do IRS e a aumentos para os pensionistas.

"Diz o senhor ministro que, com o impacto dos empréstimos do PRR, as crises das tempestades, o conflito do Irão, tudo isto vai ficar praticamente impossível. Para ser dito pelo ministro é que não vai acontecer", disse Ventura, considerando que os "pensionistas que já recebem uma miséria e merecem saber se vão ter esse aumento ou não".

Neste ponto, o primeiro-ministro sustentou que "mais difícil é muito diferente de não vai acontecer".

"Está mais difícil a execução, o que não quer dizer que não possa acontecer", acrescentou.

André Ventura falou ainda sobre imigração e referiu pedidos de residência numa freguesia em que centenas de casos tiveram as mesmas testemunhas, tendo o primeiro-ministro sublinhado que as "fraudes são para combater".

"Se o senhor deputado tiver elementos diga-nos, que nós vamos atrás deles", disse.

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