Já se nasce com carisma, ou podemos trabalhar este traço na nossa personalidade? Sim, pode trabalhar o seu carisma!
Erros que não deve cometer na
tentativa de se tornar uma pessoa carismática:
- Não tente ser carismático
- Colocar o foco em si, usando e
começando as frases por «Eu»
- Diminuir-se, pedir
constantemente desculpa
- Não cruze os braços quando fala
- Resmungar, gritar, ou discutir
razão. Apesar de se pensar que revela poder ou força, revela fragilidade, vulnerabilidade
e falta ade controlo emocional.
Como trabalhar o Carisma?
1-Mude de Ambiente
Em novos ambientes o cérebro
entra em novidade e começa a prestar atenção a novos comportamentos e tende a
calibrar. Vá a locais diferentes, interessantes ou de luxo, com pessoas mais
poderosas e com quem possa aprender, mudar de ambiente assinala ao cérebro que
vão acontecer coisas diferentes e faz abrir um caminho novo inconsciente e o
cérebro entende que tem de fazer mudanças para encarar o novo ambiente. Em novos ambientes tende de pensar diferente
e aprender coisa novas mais facilmente. Se não conseguir frequentar novos
ambientes, mude o seu ambiente, a disposição da mobília, fotografias, o local
onde toma café ou almoça regularmente, crie novas relações, leia sobre temas
diferentes ou veja programas de televisão onde possa aprender sobre algo novo. Como
cuidamos do nosso ambiente tem impacto no nosso comportamento. Se tem o teu ambiente um caos, se não arruma
a casa, escritório ou carro como pode mudar a sua vida. Mude o seu ambiente
para mudar o seu comportamento.
2- Domine o Tempo
Como gere o seu tempo? Controla, investe e prioriza? Diga-me como
gere o seu tempo e digo-lhe como gere o seu dinheiro. Muitas pessoas gastam
tempo, como gastam o dinheiro. Se desvaloriza o tempo, desvaloriza o dinheiro.
Cumpra horários e compromissos. Chegar a tempo é chegar tarde.
Não diga, «não tenho tempo», quem
não tem tempo é percebido como mais vulnerável, diga não tenho
disponibilidade.
Tenha uma agenda online ou física
e registe o seu compromisso. Esta ação tem um impacto fantástico na sua vida,
liberta carga cognitiva porque deixa de ter a necessidade de se lembrar dos
compromissos e consegue gerir melhor toda a sua vida e disponibilidade.
3- Jogue com a Aparência
Pode não acontecer de um dia para
o outro, mas tem de acontecer. Estilo
de vida, fitness, como se veste, maquilha ou penteia, boa postura, como cruza
as pernas, com fala com as outras pessoas,
Coco Chanel dizia «Se te vestires
mal as pessoas vão olhar para a tua roupa, se te vestires bem olham para
ti». O vestir não é só a roupa, as
pessoas julgam a forma como se comporta, as suas reações aos outros, como
elogia, se fica confortável sobre pressão, saúde, inteligência, financeiro,
social
4- Evite Anti-Hablidade
sociais
As habilidades sociais ou
softskills, são o que separam as pessoas de sucesso daquelas que não tem tanto
sucesso, mesmo sendo até mais competentes.
Um estudo da Harvard Business
Review mostrou que 65% das pessoas que aplicaram um conjunto de softskills de
liderança carismáticas receberam classificações acima da média como líderes,
comparativamente com os 35% que não o fizeram.
Deixo-lhe uma lista de anti
habilidades sociais que deve evitar:
O crítico: Está sempre à procura
de falhas na conversa estando mais preocupados em encontrar defeitos do que em
compreender o que lhe estão a dizer;
O juiz: julga o que o outro está
a dizer ignorando os sentimentos e opiniões do outro;
O distraído: É aquele que está
presente fisicamente, mas a sua mente está num outro lugar e não presta
atenção; foco no telemóvel, computador ou televisão ou simplesmente distraído;
O fugitivo: evita situações
difíceis ou desconfortáveis e não consegue lidar com as emoções ou sentimentos
do outro, fugindo ou acusando.
O bondoso: Está apenas a ser
educado e como não está interessado na conversa dá respostas vagas e curtas.
O controlador: Tenta assumir
sempre o controle da interação e direcioná-la para os seus próprios interesses,
interrompendo, mudando de assunto e impondo a sua própria opinião;
O problemático: Está sempre à
procura de uma maneira de discordar ou desafiar, podendo ser hostil,
argumentativo e até desagradável;
O ansioso: Fica tão nervoso com a
conversa que perde o foco da mensagem;
O conselheiro: oferece conselhos
que ninguém lhe pediu em vez de escutar e tentar entender a situação do outro;
O investigador: faz muitas
perguntas, mas não escuta as respostas, usa-as apenas como uma maneira de
controlar a conversa;
O narcisista: Está mais
interessado em falar sobre si mesmo do que em ouvir o interlocutor, monopoliza
a conversa fazendo com que o interlocutor sinta que não está a ser ouvido;
O identificador: assume que
entende o que lhe estão a dizer porque já passou por situações semelhantes, sem
ouvir a experiência do outro.
Estes comportamentos podem não
ser intencionais e podem ser corrigidos com prática e consciência. Ao
reconhecer estes comportamentos em si e nos outros pode e deve começar a
identificar os suas anti- habilidades e evitá-las.
5. Aprenda a comunicar
Os novatos falam muito os
experientes não.
•Falar demais – Algumas pessoas
falam mais do que o necessário, interrompendo e monopolizando a conversa. Esta
atitude é prejudicial à comunicação, pois impede que os outros se expressem e
se sintam ouvidos.
O que fazer: Ouça
•Simpatia Excessiva – Pode
parecer uma qualidade positiva, mas pode prejudicar a comunicação porque pode
ser entendida como falta de sinceridade ou uma tentativa de agradar aos outros,
tornando difícil perceber os seus sentimentos e intenções.
O que fazer: Ouça
•Dar concelhos – Muitos dão
conselhos quando os outros compartilham seus problemas e embora a intenção
possa ser a melhor, esta postura não permite que o outro se expresse e pode ser
vista como uma tentativa de assumir o controle da conversa.
O que fazer: Ouça
•Saber tudo – É a atitude típica
de quem acha que sabe tudo não ouve outras perspetivas, o que impede os outros
de expressarem seus pontos de vista e ideias.
O que fazer: Ouça
•Dramatizar – Algumas pessoas
exageram e dramatizam as suas histórias ou situações que viveram, o que pode
ser visto como um comportamento desagradável ou até mesmo falso, levando os
outros a questionar a sua reputação.
O que fazer: Ouça.
6-Financeiro
Imagine estes dois cenários,
1º Na sua conta bancária tem um
saldo de 10€ Vs 1 000 000€;
2ª É um pessoa que não é
conhecida Vs É uma celebridade;
Acha que se vai comportar da
mesma forma em ambos cenários?
Caminha da mesma forma? Entra nos locais da
mesma forma? Fala da mesma forma?
Frequenta os mesmos locais? Veste-se da mesma forma? O grau de confiança
é o mesmo?
Acredito que muitas da resposta
vão ser não. Se tem dinheiro, está
financeiramente estável ou é uma celebridade vai como automaticamente
comportar-se de forma diferente. O que lhe quero transmitir é que a nossa vida
financeira impacta os nossos comportamentos que por sua vez vão impactar a
imagem que os outros tem de si, porque em comportamentos de escassez as pessoas
tendem criticar quem tem, queixar-se que não têm ou então refilar com a vida
porque ainda não lhe deu o que merece. As pessoas não querem saber disso, este
comportamento só afasta pessoas ou então atrai pessoas que vivem no mesmo modo
de escassez.
Qual objetivo de alterar a forma
de pensamento financeiro e quando me refiro ao financeiro ou celebridade, não
me estou a referir a quem tem mais dinheiro na conta bancária ou é muito
conhecido, estou a focar-me em trabalhar o comportamento de abundância e
confiança. Mesmo não tendo comporte-se como estivesse em abundância. Se tivesse
bem financeiramente como olhava, caminhava, entrava nos locais , com quem
andava, quais seriam os seus interesses? Comporte-se já como se comportaria já tendo
tudo.
Não lhe quero dar um guião ou
lista complicada porque a maior parte das pessoas pode não se lembrar. Carisma não está naquilo que
consegue, está naquilo em que se torna e como se comporta. Águias não se
comportam como pardais.
Durante muito tempo, acreditou-se que sucesso nos negócios significava apenas uma coisa, velocidade, trabalhar mais horas, dormir menos, responder mais rápido, produzir mais, e honestamente, durante algum tempo isto resulta, até ao dia que não!
A sedução faz com que as pessoas gostem de nós e confiem em nós. Muitas vezes, pensamos que ser bonito ou bonita, inteligente ou competente é suficiente, mas não, temos que nos destacar emocionalmente para conseguirmos nos evidenciar no meio da concorrência ou de outras pessoas.
A forma como alguém fala, alto ou baixo, rápido ou devagar, grave ou agudo, revela padrões internos profundos e mais importante ainda, a voz altera-se de forma inconsciente sempre que existe tensão emocional ou esforço de raciocínio.
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