Pelo menos seis pessoas foram esta quinta-feira detidas durante a greve geral, segundo o canal NOW. Uma das detenções resultou no facto de um homem ter tentado subir a escadaria da Assembleia da República.
Milhares de pessoas protestam em frente à Assembleia da República
Milhares de pessoas estão esta tarde concentradas em frente à Assembleia da República, em protesto contra as alterações à lei laboral: seguram-se cartazes e ouvem-se gritos. Um painel do PAN entretanto já foi vandalizado: os manifestantes pedem "prisão para quem rouba o povo".
Ministro da Presidência garante que apenas uma "minoria" aderiu à greve e que a proposta se mantém em cima da mesa
O ministro da Presidência, Leitão Amaro, voltou novamente a dirigir-se ao País, no dia em que se verifica uma greve geral, e reforçou a ideia de que apenas uma "minoria se expressou hoje livremente". "Respeitamos a minoria que se expressou hoje livremente e respeitamos a maioria que decidiu trabalhar."
O discurso de Leitão Amaro surge num momento em que se regista uma guerra de números. Os sindicatos apontam que houve uma adesão de 3 milhões de pessoas, enquanto isso, o Governo afirma que o País está a trabalhar. Face a este cenário, o ministro da Presidência convidou os portugueses a olharem ao redor e a questionarem amigos e familiares se aderiram à greve. "O País está sereno. Houve impactos? Houve", confessou.
CIP contraria números dos sindicatos. "Não há empresas paradas. A economia está a funcionar"
A CIP - Confederação Empresarial de Portugal - fez esta quinta-feira (11) um balanço da adesão à greve geral. Em comunicado, garantiu que "não há empresas paradas" e que "a economia real está a funcionar", contrariando assim os números dos sindicatos.
O presidente da CIP, Armindo Monteiro, aponta que a falta de trabalhadores oscila "entre os 2% e os 3%, atingindo os 5% em casos pontuais" - isto citando dados das associações empresariais. Garante ainda que grande parte das faltas devem-se "a dificuldades com os transporter públicos e ao encerramento de escolas".
Montenegro fala em "parte minoritária" do país em greve
Luís Montenegro corroborou esta quinta-feira as palavras do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que considerou que "a esmagadora maioria do país está a trabalhar". "O país está a trabalhar e há uma parte do país que está a exercer o legítimo direito à greve, mas é uma parte minoritária. Nós estamos também a trabalhar", disse o primeiro-ministro final do Conselho de Ministros.
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Montenegro assegura que 'o país está a trabalhar' e a parte que está em greve 'é minoritária'
Os manifestantes que saíram do Rossio estão agora a caminho da Assembleia da República, em São Bento. Ouvem-se palavras de ordem contra o pacote laboral. Catarina Martins, candidata à Presidência da República, caminha com a multidão.
Nesta altura já há centenas de pessoas no largo de São Domingos, perto do Rossio, em Lisboa, para uma manifestação conjunta entre a CGTP e a UGT. Um protesto contra a reforma do código do trabalho, pejado de gritos de ordem e cartazes.
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Centenas de pessoas reunidas no Rossio em protesto em dia de greve geral
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, avançou que "mais de três milhões de trabalhadores" aderiram à greve geral desta quinta-feira. O líder sindical reagiu também às declarações do Governo, que minimizaram o impacto da greve, considerando que o Governo tenta "por todas as formas e mais algumas, diminuir o impacto da greve geral", cita o Diário de Notícias. "É um Governo que está completamente alheado do país", acrescentou.
Vídeos mostram PCP e sindicatos a impedir trabalhadores de trabalhar
É um dos clássicos das greves, sobretudo das greves gerais. Os sindicatos, o PCP, bem como as várias estruturas ligadas ao partido, estão desde a madrugada nas ruas a formar piquetes para impedir que os trabalhadores que não querem aderir à greve vão trabalhar.
Governo diz que "a maioria do país está a trabalhar"
António Leitão Amaro, ministro da Presidência, abordou os efeitos da greve geral depois do Conselho de Ministros desta quinta-feira: "A esmagadora maioria dos trabalhadores está a trabalhar, o país está a trabalhar. Na verdade, se olharmos à adesão, parece mais uma greve da função pública, parcial em alguns setores. Alguns setores têm um impacto grande, como o dos transportes, assistentes nas escola, mas repito: o nível de adesão, no conjunto do país, é inexpressivo", disse após o conselho de ministros.
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'Esmagadora maioria dos trabalhadores do País está a trabalhar', afirma Ministro da Presidência
Foram cancelados mais de 400 voos no aeroporto de Lisboa devido à greve geral que está a paralisar o país, segundo os dados oficiais que revelados até ao meio dia desta quinta-feira. 394 voos foram cancelados previamente e outros 9 sem aviso prévio, avança o Aeroporto.
Paulo Raimundo garante "greve histórica" e acredita na "força dos trabalhadores"
Em dia de greve, Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, deixou uma palavra de apoio aos trabalhadores que aderiram à paralisação e criticou o pacote laboral apresentado pelo Governo. Classificou a Greve Geral como "histórica" e acredita que vai ter "uma grande adesão".
Jorge Alves, do sindicato dos técnicos de manutenção de aeronaves, contou no aeroporto de Lisboa que até ao momento já foram cancelados cerca de uma centena voos. "Neste momento apenas funcionam os serviços mínimos da TAP, que correspondem a 7% da operação normal da companhia aérea. Todos os outros estão cancelados", afirmou, em declarações ao NOW.
Sobre os níveis de adesão, Jorge Alves refere que está a ser "em torno dos 80 por cento e é transversal a todas as classes". Podem acontecer mais cancelamentos "Os serviços estão interligados, há sítios onde há tripulações mas não há handling e vice-versa."
Pedro Nuno Santos: "Governo da AD está a proceder a mais um ataque aos direitos de quem trabalha"
Pedro Nuno Santos, ex-secretário geral do PS, deixou nas redes sociais um extenso texto de apoio à greve geral, deixando críticas ao novo pacote laboral que o Governo pretende implementar. Fala numa reação dos trabalhadores "a mais um ataque" do Governo "aos direitos de quem trabalha", "com a companhia e apoio da extrema-direita".
E deixou uma garantia: "À esquerda portuguesa exige-se clareza sobre o que fará com este pacote laboral quando voltar a ser maioria. Perante tamanho retrocesso social, devemos deixar claro que revogaremos este pacote laboral assim que tivermos oportunidade."
O Aeroporto de Lisboa deixou nas redes sociais um apelo aos passageiros para que verifiquem esta quinta-feira o estado do respetivo voo antes de se deslocarem até ao aeroporto.
Nesta altura há 66 voos cancelados no aeroporto de Lisboa, segundo a CNN Portugal, mas não são da TAP, até porque a Transportadora Aérea Nacional acautelou junto dos seus passageiros a greve geral. O PCP, entretanto, mostra imagens dos corredores do aeroporto vazios.
No Aeroporto Internacional de Lisboa só os ecrãs estão a trabalhar. Os corredores estão vazios, os aviões estão no chão. Sem trabalhadores para pôr tudo a funcionar não poderia ser de outra forma. Uma grande Greve Geral também aqui. pic.twitter.com/vw2AxOSsik
António Filipe, candidato presidencial apoiado pelo PCP, esteve no Hospital São José, em Lisboa, e com trabalhadores dos Serviços Operacionais da Câmara Municipal do Seixal. O cadidato tinha anunciado o cancelamento das ações de campanha para hoje.
No piquete da greve geral no Hospital São José é grande a força e confiança dos trabalhadores na luta que levam a cabo em defesa dos seus direitos. Antes, estive com os trabalhadores dos Serviços Operacionais da Câmara Municipal do Seixal que estão em greve geral exigindo… pic.twitter.com/8Iu5XWYGub
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, fala numa "resposta firme dos trabalhadores". "Estamos perante uma grande greve geral, uma resposta firme dos trabalhadores, seja do setor público ou do privado. Estamos numa fase inicial, os dados estão a ser compilados, mas há uma grande adesão. Temos uma resposta dos trabalhadores ao ataque que está a acontecer ao trabalho", referiu, em declarações à CNN Portugal, instando o Governo de Luís Montegro a tirar ilações.
José Feliciano Costa, secretário-geral da FENPROF, explicou esta manhã à CNN Portugal que ainda não tem números em concreto, mas sabe que há "muitas escolas fechadas". "Temos dados do concelho de Sintra, Oeiras, Odivelas, Vila Franca de Xira onde a maiora das escolas não estão a funcionar. A adesão dos professores e dos restantes funcionários está a ser grande. Na Covilhã escolas estão todas fechadas. Durante a manhã vamos tendo mais dados. Mas a nossa expectativas é que os professores percebram que o está em cima da mesa neste pacote laboral é muito grave."
Com os transportes públicos condicionados ou simplesmente cancelados, muitas pessoas usam o carro para chegar ao trabalho e esta manhã nota-se um aumento do trânsito no acesso às cidades. Em Lisboa, o IC19 e o acesso à ponto 25 de Abril são, como de costume, os pontos mais críticos.
Joana Bordalo e Sá, presidente da Federação Nacional dos Médicos, deixou esta manhã duras críticas a Luís Montenegro. "Continuamos sem soluções em cima da mesa que tragam condições dignas para os médicos estarem no SNS. Todos os dias perdemos gerações de médicos que não querem ficar no SNS e o responsável chama-se Luís Montenegro", atirou aquela responsável, em declarações prestadas aos jornalistas em frente ao Hospital de São João, no Porto.
"É expectável que os médicos adiram, como noutras greves. Os médicos não aceitam este pacote laboral, que vai agravar mais as condições de trabalho", acrescentou.
Segundo o primeiro balanço da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), às 5:30 horas vários serviços apresentavam uma adesão de 100% à greve geral desta quinta-feira. São exemplos algumas unidades da Autoeuropa, com a produção a estar totalmente parada, a recolha de lixo da Câmara Municipal do Seixal, os Transportes Coletivos do Barreiro, os serviços de imagiologia do Hospital de Loures e de raio-X do Hospital de Elvas, posto de abastecimento da Moeve na Maia, as oficinas da Musgueira da Carris, entre oturos.
No metropolitano de Lisboa a adesão à greve também era de 100% para os funcionários representados pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal.
O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial contou à SIC Notícias que a adesão à greve dos trabalhadores da CP foi praticamente total no turno da noite, atingindo os 99%. O impacto continua a sentir-se esta manhã, com fortes constrangimentos na circulação.
Principais hospitais do país com adesão a rondar os 90%
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais revela em comunicado que nos principais hospitais do país a adesão é de 90 por cento. Em Lisboa, a Maternidade Alfredo da Costa está com 100% de adesão, o Hospital Santa Maria conta com 90%, Hospital S. José está com 98%, o mesmo valor do Hospital Dona Estefânia.
No Porto, o Hospital S. João tem uma adesão à greve de 95%, já o Hospital de Gaia conta com 90%. O Hospital de Braga, por sua vez, tem uma adesão de 90% à greve.
Mário Mourão, secretário-geral da UGT, sublinhou esta quinta-feira de manhã, em entrevista à RTP, que "o Governo vai ter um sinal de que alguma coisa está a fazer mal" com a forte adesão esperada à greve geral. "Acho que o Governo tem que ser sensível aos sinais que a greve geral pode dar ao país. A adesão à greve vai andar entre os 55% e os 80%, depende do setor", avançou o responsável da UGT. "A greve é um instrumento importante quando as negociações não têm resultado".
A greve geral tem sido tema nos debates dos candidatos às Presidenciais e ontem, no frente a frente entre Catarina Martins e António Filipe, não foi exceção.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, mostra-se otimista sobre uma grande adesão à greve geral desta quinta-feira e exige que o Governo retire o pacote laboral. Em declarações aos jornalistas junto às instalações do Metropolitano de Lisboa, Tiago Oliveira atirou: “Estamos já a ter uma grande greve geral, porque tem o simbolismo que tem e a necessidade que tem, que é obrigar o Governo a recuar e a retirar o pacote laboral”.
Secretário-geral da UGT, Mário Mourão, acredita que a greve geral desta quinta-feira será uma das maiores de sempre em Portugal. "Julgo que é das melhores greves que se fez em Portugal e a adesão vai ser importante, vai ser uma adesão grande", afirmou Mário Mourão no arranque da paralisação. Em declarações aos jornalistas na Autoeuropa, em Palmela, Mário Mourão espera que a paralisação ultrapasse a adesão da última realizada em conjunto pelas duas centrais sindicais, em 2013.
O último barco assegurado pelos serviços mínimos partiu por volta das 7h10 da manhã. As próximas ligações entre as duas margens garantidas só acontecerão ao final da tarde.
UGT e CGTP representam 7% do privado (e não mostram as suas finanças)
A central sindical que o Governo procura convencer para aprovar a reforma laboral, a UGT, não representa muito mais do que 2% dos trabalhadores do privado. CGTP tem situação financeira mais sólida, mas nenhuma central publica as contas (ou aceita dar acesso). As duas mantêm contactos informais antes da primeira greve geral conjunta em 12 anos.
Não perca este trabalho assinado pelo Bruno Faria Lopes na nossa revista e que pode ler aqui.
Todas as linhas do Metro de Lisboa estão encerradas esta quinta-feira, fez saber a empresa, através das redes sociais.
Atualização: Greve | 11 dez. Por motivo de greve a empresa prevê a paralisação do serviço de transporte a partir das 23h00 de hoje, 10 de dezembro (quarta-feira). O serviço será normalizado a partir das 06:30h do dia 12 de dezembro.#MetroLisboa
Linhas de produção da Autoeuropa “não vão arrancar”
As linhas de produção da Autoeuropa “não vão arrancar”, disse esta
quarta-feira Rogério Nogueira, coordenador da Comissão de Trabalhadores da
Autoeuropa, no arranque da greve geral. “Temos já a informação do interior da fábrica que as linhas de produção não
vão arrancar”, afirmou, à entrada da fábrica de Palmela, onde se juntaram
dezenas de dirigentes políticos e sindicais. "Os trabalhadores responderam em grande escala a esta chamada das comissões de trabalhadores, da CGTP, da UGT. Entrámos com o pé direito nesta greve geral". Leia mais aqui.
Trânsito no centro de Lisboa vai estar condicionado devido a manifestação
A circulação rodoviária no centro de Lisboa vai sofrer condicionamentos a partir das 14h00 de quinta-feira devido à manifestação convocada por organizações sindicais em dia de greve geral, indicou esta quarta-feira a PSP, apelando aos condutores para evitar esta zona. Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa referiu que "serão de esperar diversos constrangimentos ao nível da circulação de pessoas e de veículos e de transportes em toda a Área Metropolitana de Lisboa", pelo que "vai estar presente nos principais eixos rodoviários" de acesso à capital. Leia mais aqui.
Prevêm-se esta quinta-feira constrangimentos nos transportes, nos setores da saúde ou da educação, mas os supermercados vão mater a sua atividade normal. A garantia foi dada pelo secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), Gonçalo Lobo Xavier. Quando há greves apenas setoriais, "não há perturbação, nem há memória" de lojas a fechar. "Para esta greve, apesar de ter outras características, não prevemos uma adesão superior que vá perturbar as operações", referiu aquele responsável. Leia mais aqui.
De norte a sul no país, os transporters públicos já estão a ser um dos setores mais afetados. Comboios, autocarros, Metro e aviões vão ter serviços reduzidos (ou não vão mesmo ter serviços). Veja aqui um guia abreviado das decisões das empresas de transportes.
Esta quinta-feria cumpre-se uma greve geral convocada pela CGTP e pela UGT, que pretende contestar a proposta de alterações ao Código do Trabalho apresentada em julho pelo Governo. O anteprojeto, que ainda não seguiu para o Parlamento, alarga serviços mínimos nas greves, facilita o processo de despedimentos por justa causa, generaliza possibilidade de não reintegração em caso de despedimento ilícito, aumenta a duração dos contratos a prazo, recupera o banco de horas por negociação individual, descriminaliza o trabalho não declarado, e abre a porta à redução de custos com horas extraordinárias e teletrabalho, entre outras alterações e que justificam a quinta paralisação conjunta das duas centrais sindicais – a primeira desde 2013.
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