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Transferência de competências "sem plano" deixa Saúde em polvorosa

Maria Henrique Espada
Maria Henrique Espada 22 de janeiro de 2023 às 18:00

Não há calendário, programa (“não temos um papel”), ninguém sabe o que acontece às Administrações Regionais de Saúde (ou a quem lá trabalha) e já há fornecedores a perguntar a quem passam, afinal, a fatura.

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, fez pessoalmente reuniões com as ARS (Administrações Regionais de Saúde), para explicar o novo modelo de funcionamento do SNS. Mas, já depois dos encontros que deveriam ter explicado tudo – e que de acordo com uma fonte do setor foram feitas porque Pizarro percebeu que ninguém se tinha lembrado antes de avisar as ARS –, a SÁBADO recolheu estas reações: “No tempo do [Constantino] Sakellarides houve um plano para reforma do SNS, mas nada foi executado. Agora não há plano, mas estamos a executar tudo”; ou ainda, “vem o PRR e achamos que vamos ter recursos; bem, temos recursos mas não temos plano nenhum”. Quem acompanhou o processo numa das estruturas é contundente: “Não há um papel, um cronograma. É isto a reforma do sistema? É um completo amadorismo, está-se a fazer tudo em cima do joelho.” Um dirigente admite que lhes terá sido dito que as ARS, na prática, serão desmanteladas. Mas, a ser assim, esta é uma informação que nunca foi assumida em público de forma clara e a incerteza no setor é enorme. “Todo o sistema está em polvorosa, vive-se uma completa incerteza e há decisões que por causa disso ficam no limbo”, constata outra fonte do sistema das ARS, que pediu também para não ser identificada.

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