Torres Vedras investe 3,5 ME em ciclovias e na reabilitação de estradas

Lusa 17 de abril de 2018
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O investimento, comparticipado a 85% por fundos comunitários, é repartido entre os anos de 2018 e 2019, tendo a empreitada um prazo de execução de 240 dias.

A Câmara de Torres Vedras aprovou esta terça-feira por unanimidade lançar um concurso de meio milhão de euros para uma rede de ciclovias na cidade e investir três milhões de euros na reabilitação da rede viária do concelho até 2021.

O executivo municipal decidiu lançar concurso de cerca de meio milhão de euros para uma rede de ciclovias, que abrange 16 ruas da cidade, um investimento previsto no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

O município explicou, em nota de imprensa, que a rede de ciclovias foi pensada para servir sobretudo as deslocações entre a casa e o trabalho ou a escola, oferecendo condições de segurança, com pavimentos sobredimensionados e limites de velocidade para o trânsito rodoviário, e acesso aos locais de destino, como escolas, terminal de transportes públicos ou equipamentos desportivos.

"A implementação desta rede de ciclovias na cidade de Torres Vedras irá contribuir desde logo para uma maior utilização da bicicleta nos modos de deslocação da população e para uma cidade mais segura", sublinhou a autarquia.

O investimento, comparticipado a 85% por fundos comunitários, é repartido entre os anos de 2018 e 2019, tendo a empreitada um prazo de execução de 240 dias.

O executivo municipal aprovou também um plano de investimento de três milhões de euros na reabilitação da rede viária do concelho, entre 2019 e 2021.

"A rede viária apresenta problemas de manutenção e entendemos avançar com este plano para dotá-la de melhores condições de mobilidade, de segurança e de conforto nas deslocações, contribuindo também para desta forma dinamizar a economia do concelho", afirmou o presidente da Câmara, Carlos Bernardes, à agência Lusa.

Na reunião pública, os eleitos do PSD apontaram o plano como positivo, mas consideraram-no insuficiente, tendo em conta a dimensão da rede viária do concelho e as vias que vão ficar fora do investimento.

"O investimento é menos de metade da receita de cerca de sete milhões de euros do Imposto Único de circulação que a câmara arrecada em quatro anos", alertou o vereador Marco Claudino.

Dos três milhões de euros, dois milhões são provenientes dos orçamentos da câmara e dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento em igual proporção, sendo o restante do investimento assegurado por um empréstimo a 10 anos que o município tenciona contrair.

O investimento vai abranger 250 dos 1.200 quilómetros da rede viária.
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