Solução para combater abstenção "é participar", diz Jerónimo de Sousa

Lusa 26 de maio de 2019
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O secretário-geral do PCP afirmou que a solução para combater a abstenção nas eleições europeias "é participar", em particular, os jovens, porque no exercício de voto "também se constrói o futuro".

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, afirmou este domingo que a solução para combater a abstenção nas eleições europeias "é participar", em particular, os jovens, porque no exercício de voto "também se constrói o futuro".

"Admito que muitos portugueses continuam a ter um distanciamento muito grande em relação à União Europeia, às suas instituições, mas, como digo, a solução é participar [para combater a abstenção]", referiu o secretário-geral do PCP, falando aos jornalistas depois de votar no Grupo Desportivo de Pirescoxe, em Santa Iria da Azóia, no concelho de Loures.

Jerónimo de Sousa salientou também a necessidade de os jovens combaterem a abstenção, tomando "nas suas mãos o destino", uma vez que através do voto "também se constrói o futuro".

Utilizando como exemplo o Grupo Desportivo de Pirescoxe - onde vota desde as primeiras eleições em Portugal após o 25 de Abril - o dirigente comunista referiu que "sempre esta terra teve um grande grau de participação [em eleições], incluindo dos jovens", algo que, "de facto, é positivo" e uma "coisa rara".

O secretário-geral do PCP considerou que a "consciência que não está totalmente apurada" em relação à União Europeia é o grande motivo para as elevadas percentagens de abstenção, mas a "solução deve ser ao contrário".

"Os portugueses têm nas mãos as suas escolhas e que o façam participando neste ato eleitoral", advogou, acrescentando que maior participação significa que os portugueses podem "ter vozes no Parlamento Europeu".

Jerónimo de Sousa também garantiu que, dentro da família, ninguém vai perder a oportunidade de participar nas eleições europeias: "A minha mulher e eu estivemos a fazer tarefas comuns, eu vim à frente [para votar], ela cá estará. A outra filha não vota aqui, mas vai, posso garantir que vai".

Depois de votar, o secretário-geral comunista aproveitou para tomar o habitual café na associação desportiva e explicou que "naturalmente, há espaço para almoçar com a família, para um breve descanso", mas depois vai seguir para a "avaliação e acompanhamento" da noite eleitoral.

Cerca de 10,7 milhões de eleitores são hoje chamados a eleger os 21 deputados portugueses ao Parlamento Europeu, numas eleições a que concorrem 17 listas.

Votam para as eleições ao Parlamento Europeu cerca de 400 milhões de cidadãos dos 28 países da União Europeia, que elegem, no total, 751 deputados.
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