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Sidónio Pais, o primeiro populista

António Luís Marinho 21 de abril de 2026 às 23:00

Foi assassinado com três tiros depois de governar o País durante 374 dias, numa tentativa inédita de instaurar um regime presidencialista autoritário, associado a um verdadeiro culto da personalidade que o seu carisma alimentou. Morreu o homem, nasceu o mito.

Numa época de constantes convulsões políticas, com golpes de Estado, levantamentos militares, atentados bombistas e profunda crise económica e social, a débil democracia da I República vai conhecer – entre 11 de dezembro de 1917 e 14 de dezembro de 1918 – um regime presidencialista e ditatorial, ao arrepio da Constituição de 1911, protagonizado por Sidónio Pais — um oficial de artilharia, professor universitário e ex-embaixador em Berlim, que chefiou o golpe militar de 5 de dezembro que depôs o governo de Afonso Costa.

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