Santana Lopes: "Não gosto de enviar nada para o DIAP porque não sou bufo"

Pedro Jorge Castro 14 de dezembro de 2016

Na primeira entrevista depois das buscas, o provedor da Santa Casa da Misericórdia abre o livro sobre os contratos suspeitos, o património e a riqueza da instituição e a sua relação com Helena Lopes da Costa. E diz que tem 11 mil euros no banco

É a primeira entrevista de Santana Lopes depois de, na semana passada, a Santa Casa da Misericórdia ter sido alvo de buscas. O provedor faz várias revelações sobre os contratos suspeitos. Conta que há três semanas vetou um negócio de 400 mil euros com uma das empresas do esquema, de Afonso Violas e do militante do PSD Catarino Narciso, que tinha ganho um concurso público para fornecer próteses oculares. E revela que ficou irritado com a ausência de resultados do primeiro inquérito interno, promovido por Helena Lopes da Costa, a administradora com o pelouro da saúde - e sua amiga. 

E se ela for constituída arguida, que fará ele? E porque é que aceitou que a assessora agora alvo de buscas, Cláudia Manso Preto (que namorava com o director de uma das empresas beneficiadas), retomasse as funções na administração? E que planos tem para rentabilizar os 192 milhões de euros que a Santa Casa tem no banco?

Sobre outros escândalos ou mistérios que encontrou quando chegou à Santa Casa, como o de um prédio na Av. José Malhoa comprado por 32 milhões de euros que apenas vale 14,7 milhões, diz: "A menos que seja obrigado, não gosto de enviar nada para o DIAP porque não sou bufo".

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