Relatório da PJ atribui a um arguido número de telemóvel de testemunha

Rui Avelar 13 de outubro

Defesa de homem acusado de homicídio aponta a falhas na investigação da Polícia Judiciária. Homem é acusado de matar outro por causa de um negócio de 80 euros.

A advogada de um homem acusado de matar a troco de 80 euros disse, esta semana, ao Tribunal da comarca de Coimbra, que um relatório da autoria da PJ atribui erradamente ao arguido um número de telemóvel pertencente a uma testemunha.

Ao reatar alegações, por ocasião da reabertura da audiência de julgamento para produção de prova, Elsa Mariete Pais remeteu para interceções telefónicas em que consta um número de telemóvel não pertencente ao arguido, Licínio N. S., como se fosse dele.

Num relatório do Gabinete de Análise e Coordenação da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ), consultado pela SÁBADO, são referidos como pertencendo a Licínio números de telemóveis de duas testemunhas (um homem e uma mulher, irmãos). Estranhamente, no mesmo parágrafo, um número terminado em 760 é mencionado como sendo do arguido e, também, de uma testemunha (José Carlos).

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