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Ramalho Eanes: "O mundo passou da lei e ordem para o poder e a desordem"

Renata Lima Lobo 18 de janeiro de 2026 às 16:25
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O antigo Presidente da República votou esta tarde em Lisboa.

40 anos após ter sido eleito em 1976, Ramalho Eanes votou na Escola Básica e Secundária Luís Antonio Verney, em Lisboa. E deixou uma nota sobre a responsabilidade do próximo Presidente da República: "Eu creio que estas eleições exigem que olhemos para a responsabilidade social", afirmou, sublinhando que "são mais importantes que as outras porque para a pessoa eleita essas competências vão ser exercidas em circunstâncias internas e externas de grande dificuldade".

Ramalho Eanes
Ramalho Eanes Sérgio Lemos/Correio da Manhã

O único presidente em democracia que teve uma carreira militar, considera que a "situação é dramática" no campo internacional, e que "temos que investir na defesa, financiar parte da Ucrânia, responder as nossas necessidades externas como a NATO e salvaguardar o que é o nosso território." E não está otimista: "Esta responsabilidade externa é enorme e extremamente preocupante, porque a gente não sabe qual é a sua evolução, mas dúvidas não há de que vai piorar". Ramalho Eanes adianta ainda que a Europa se vai "confrontar com enormes dificuldades e o mundo, como já se viu, passou da lei e da ordem para o poder e a desordem".

Sobre estes últimos 50 anos, o antigo Presidente da República considera que "mudou tudo", comparando com o ano em que foi eleito. "O que eram os grandes parâmetros sócio-políticos saídos da II Guerra Mundial desapareceu", lamenta