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PSD propôs ao Chega comissão sobre Segurança Social e rejeita que ministra se deva demitir

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Hugo Soares justificou que, no debate de quinta-feira afirmou que a proposta iria ser aprovada, porque é "um homem de palavra", criticando André Ventura por recuar à última hora.

O líder parlamentar do PSD afirmou esta sexta-feira que foi proposta ao Chega a criação de uma comissão parlamentar eventual sobre a sustentabilidade da Segurança Social e considerou "patética" a ideia de que a ministra do Trabalho se deve demitir.

Hugo Soares criticou recuo do Chega
Hugo Soares criticou recuo do Chega MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Hugo Soares falava aos jornalistas, no Parlamento, depois de ter sido rejeitada a proposta do Governo para alterar a legislação laboral, com os votos do Chega e de toda a esquerda.

O deputado afirmou, na negociação da revisão da lei laboral, que o PSD nunca poria em causa a sustentabilidade da Segurança Social para aceder às exigências de André Ventura e que essas eram "matérias que estavam ultrapassadas nas negociações com o Chega", e revelou que havia disponibilidade dos sociais-democratas para a criação de uma comissão parlamentar eventual para discutir a matéria.

"Nós estávamos disponíveis, quero-vos dizer, para podermos estudar, no âmbito de uma comissão eventual no próprio parlamento, todas as hipóteses que dizem respeito à sustentabilidade da Segurança Social e abrimos esse caminho", admitiu, acusando o Chega de ter cedido à pressão das redes sociais, dos partidos à esquerda e das centrais sindicais.

O deputado social-democrata justificou que, no debate de quinta-feira afirmou que a proposta iria ser aprovada, porque é "um homem de palavra", criticando André Ventura por recuar à última hora. "Eu sou um homem de palavra, depois de ouvir o deputado André Ventura a ter dado consentimento àquelas que foram as propostas que ele apresentou naquele momento e tinha apresentado antes, para mim a questão estava resolvida", disse.

Questionado sobre o pedido de demissão da ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, feito pelo deputado do BE, Hugo Soares considerou a ideia "tão ridícula e patética que não merece nenhum comentário".

"A responsabilidade pela manutenção ou não de um ministro no Governo é do primeiro-ministro. Mas deixe-me dizer-lhe, se fosse porque uma legislação não é aprovada no parlamento que uma ministra tinha de sair, nós em Portugal não tínhamos ministros nos últimos governos quase todos, a não ser nos de maioria absoluta", argumentou.

O líder da bancada do PSD insistiu que "as pensões dos portugueses não são uma brincadeira", mas sim "um direito garantido", e considerou que "a manobra de última hora do Chega" revelou que falta a André Ventura "estofo para ser governante".

Para Hugo Soares, "o país precisa de líderes que queiram mudar, que queiram transformar, mas que não cedam à primeira pressão, não cedam à opinião publicada, nem cedam à opinião pública". "Portugal sabe hoje que tem na AD a única força transformadora. Tem no primeiro-ministro, Luís Montenegro, o único líder capaz de decidir sem temer aquilo que são as pressões das redes sociais ou as mensagens que os senhores e senhores deputados vão recebendo", enfatizou.

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