Esta posição do PS surge depois da reunião que o líder do PS manteve esta tarde com o primeiro-ministro,.
O PS votará contra a revisão da legislação laboral na generalidade se a proposta que chegar Parlamento mantiver "as suas traves mestras, conforme resulta das palavras da ministra do Trabalho", adiantou hoje à Lusa fonte da direção socialista.
José Luís Carneiro, líder do PSLusa
"No caso de a AD se associar ao Chega para uma aprovação na generalidade, o PS não se eximirá a apresentar as propostas de alteração com os mesmos propósitos com que a UGT obstou no processo até agora decorrido em sede de Concertação Social", referiu a mesma fonte à Lusa.
Esta posição do PS surge depois da reunião que o líder do PS, José Luís Carneiro, manteve esta tarde com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e também após o Conselho de Ministros de hoje que aprovou a proposta de lei de revisão da legislação laboral, diploma que seguirá "nos próximos dias" para a Assembleia da República, segundo a ministra do Trabalho.
"Se a proposta de lei mantiver as suas traves mestras, conforme resulta das palavras da ministra, o PS votará contra na generalidade", assegurou a fonte da direção socialista.
Entre estas medidas mais criticadas pelos socialistas estão a "porta aberta aos despedimentos sem justa causa", as dificuldades para compatibilizar a vida familiar com a profissional, a permissão do "outsourcing para contratar trabalhadores precários" e a "facilitação do trabalho informal e não declarado".
A proposta de lei do Governo aprovada hoje em Conselho de Ministros contempla "mais de 50 alterações" ao anteprojeto inicial, das quais 12 provenientes da UGT, disse hoje a ministra do Trabalho.
Na conferência de imprensa da reunião do Conselho de Ministros, Maria do Rosário Palma Ramalho comparou a posição do líder do PS sobre a revisão da lei laboral à do secretário-geral da UGT, que foi fazendo aproximações, mas "nunca quis assinar" um acordo.
Questionada se ao admitir que a proposta de lei está mais próxima da versão inicial do Governo do que do último texto da Concertação Social está a contrariar o apelo do secretário-geral do PS, a ministra defendeu que a versão hoje aprovada "é aquela que corresponde ao objetivo de reformismo deste Governo".
"Ouvi essas palavras do senhor secretário-geral do PS, que me pareceram muito próximas das palavras do secretário-geral da UGT. Na verdade, queria que ficasse lá tudo o que fomos aproximando, mas não quis nunca assinar", criticou, defendendo que "a negociação não é assim".
Esta manhã, ainda antes da reunião com o primeiro-ministro, o líder do PS sugeriu que será difícil um acordo sobre legislação laboral se o Governo insistir em manter "a insensibilidade e desumanidade" da reforma, referindo que "desde a primeira hora" os socialistas foram contra esta proposta.
À margem de uma visita a uma escola, em Lisboa, no âmbito da Rota pelo Ensino e Formação Profissional, José Luís Carneiro foi questionado pelos jornalistas se será difícil que os socialistas sejam parceiros do PSD e CDS-PP nesta reforma, Carneiro respondeu: "não é difícil" se o primeiro-ministro deixar "cair todos estes pilares fundamentais".
"Agora se o Governo insistir, se teimar, se for insensível, se continuar com esta insensibilidade, com esta desumanidade que trouxe para estas leis laborais... Veja, eu não estou a proteger-me a mim próprio, estou a proteger as pessoas, os meus semelhantes, que é o meu dever enquanto secretário-geral de um partido cujos fundamentos é precisamente os trabalhadores", avisou então.
PS vota contra reforma laboral já na generalidade se proposta "mantiver traves mestras"
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.