A reativação da Brigada de Trânsito da GNR, extinta há quase 20 anos, foi uma das medidas para reduzir a sinistralidade rodoviária.
A Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) saudou esta quarta-feira a intenção do Governo de reativar a Brigada de Trânsito da GNR, considerando que tal contribuirá para reforçar a perceção de que há fiscalização e alterar o comportamento dos condutores.
GNRLuís Guerreiro
"Parece-me uma boa ideia, que contribui para a redução da sinistralidade, no sentido em que não só vai permitir uma maior fiscalização efetiva, como também aumentar a perceção de fiscalização nos condutores. Isso normalmente tem um efeito benéfico nos comportamentos, na retração dos comportamentos", reagiu, à Lusa, o presidente da PRP, Alan Areal.
A reativação da Brigada de Trânsito da GNR, extinta há quase 20 anos, foi uma das medidas para reduzir a sinistralidade rodoviária anunciadas pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, a par de "um novo Código da Estrada" e mais fiscalização, com as operações 'stop' das forças de segurança a deixarem de ser anunciadas.
A implementação de uma "punição agravada" para a condução sob o efeito do álcool e o aumento do prazo de prescrição para um "limite inédito" serão outras das medidas.
"Ouvi com agrado que uma das prioridades será a otimização do sistema sancionatório", disse o presidente da PRP, uma vez que "quanto mais próxima do momento da infração for, mais eficaz" a sanção será, o que fará desaparecer o "sentimento de impunidade" nas estradas.
Lembrando que as coimas e multas "há muitos anos que não são revistas", Alan Areal apelou ainda a que, no âmbito da revisão que será feita, seja equacionado um sistema em que as sanções sejam proporcionais ao rendimento dos condutores, à semelhança do que acontece na Dinamarca, na Suécia e na Finlândia.
"Duzentos euros para uma pessoa que ganha 800 é uma coisa, 200 euros para uma pessoa que ganha quatro ou cinco mil terá outro impacto", exemplificou o líder da PRP.
Alan Areal alertou, ainda assim, que embora o quadro "em cima da mesa" seja "muito positivo" e siga "as boas práticas", "agora vem a parte mais desafiante" da implementação das medidas anunciadas, na qual "Portugal tem sido menos eficaz".
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