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Polícias detidos por suspeitas de tortura conhecem medidas de coação na segunda-feira

Ministério Público pediu prisão preventiva para quatro dos 14 polícias e prisão domiciliária para outros três. Para os restantes, foi solicitada a suspensão de funções.

Os agentes da PSP detidos por suspeitas de tortura física e psicológicas só vão conhecer as medidas de coação na manhã de segunda-feira - o que significa que vão passar mais duas noites detidos.

Agentes detidos na esquadra do Largo do Rato, em Lisboa
Agentes detidos na esquadra do Largo do Rato, em Lisboa DR

Os interrogatórios aos suspeitos terminaram na tarde de sexta-feira e todos os que falaram em tribunal negaram as acusações de que são alvo. Para este sábado está prevista a audição dos advogados.

Para já, sabe-se que o Ministério Público entretanto já pediu dos 14 polícias envolvidos no processo e prisão domiciliária para outros três suspeitos. Para os restantes, foi solicitada suspensão de funções.

Na terça-feira, as autoridades detiveram 15 polícias e um civil - um segurança de uma discoteca, que acabou por ser libertado na quinta-feira. Destes 15 - entre os quais se , irmão do cantor Nininho Vaz Maia - 14 são suspeitos de terem cometido 19 crimes de tortura, além de ofensas à integridade física, abuso de poder e falsificação de documentos. No mesmo dia foram ainda realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias na sequência da investigação.

Com estas detenções, sobe para 24 o número de elementos da PSP envolvidos o processo de alegadas torturas nas esquadras do Largo do Rato e do Bairro Alto. 

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