A plataforma acusa o Governo de anunciar "medidas milagrosas" que, na sua perspetiva, beneficiam senhorios, promotores e fundos imobiliários, ao mesmo tempo que os preços continuam a subir.
A plataforma Casa para Viver anunciou esta quarta-feira uma manifestação nacional para 21 de março, em Lisboa, contra as políticas de habitação do Governo, defendendo que "já não dá para viver" com os atuais preços das casas e rendas.
Manifestação Casa para ViverMiguel A. Lopes/Lusa
Em comunicado, a plataforma Casa para Viver refere que a ação de protesto irá decorrer a partir das 15:00 entre o Marquês de Pombal e o Rossio, estando também a ser lançado o apelo para que outras cidades promovam ações no mesmo dia.
No manifesto divulgado hoje, a plataforma acusa o Governo de anunciar "medidas milagrosas" que, na sua perspetiva, beneficiam senhorios, promotores e fundos imobiliários, ao mesmo tempo que os preços continuam a subir.
"Já não dá para continuar a assistir à brutalidade que vivemos", refere o documento, que aponta para um aumento de 27% no preço das casas desde o primeiro pacote de medidas para a habitação.
A plataforma critica também a definição de "rendas moderadas" de valores como 2.300 euros e contesta benefícios fiscais atribuídos a proprietários e a eliminação de limites aos aumentos de rendas, defendendo que tais medidas contribuem para a especulação e agravam a crise no acesso à habitação.
No texto, as organizações criticam ainda a resposta pública na área da habitação, considerando que as promessas de construção de milhares de casas públicas não têm tido concretização prática, e apontam falhas na capacidade de resposta do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
"Já não dá para chegar ao fim do mês. Já não dá para aturar a mentira e o desdém. Já não dá para esperar. Já não dá para Viver. É preciso Casa para Viver. É preciso lutar", conclui o manifesto.
Entre as 31 organizações subscritoras deste manifesto está a Habita! Associação pelo direito à habitação e à cidade, a Associação dos Inquilinos Lisbonenses, o SOS Racismo e o movimento Porta a Porta - Casa para Todos.
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