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O desafio solitário que abriu uma crise na Universidade Nova de Lisboa

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes 31 de março de 2026 às 23:00

Um professor gastou 5 mil euros do seu bolso para provar que a universidade estava a barrá-lo injustamente de candidatar-se a reitor da UNL. A sua vitória em tribunal mergulhou a Nova num imbróglio jurídico, que cai em cima de guerras internas. Repetição da eleição do reitor arrisca esbarrar de novo numa batalha jurídica.

No fim de agosto de 2025, Pedro Maló, um professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNL), escreveu à presidente do Conselho Geral da Nova, o órgão que elege o reitor. Maló, 52 anos, estava desde maio a ser barrado de se candidatar a reitor por não ser professor catedrático, uma justificação que considerava ilegal e contra a qual estava a litigar. “Tenha V/Exa. ciente que, no caso, muito provável, da realização da eleição sem existir uma decisão do tribunal e, em caso de posteriormente me ser dada razão, a eleição terá de ser repetida, tal levará a uma humilhação pública da Universidade e que irá arrastar todos os membros do Conselho Geral, independentemente dos juízos de valor de cada um”, alertou. A eleição avançou na mesma e, seis meses depois, a previsão tornou-se realidade: a repetição da eleição do reitor, imposta pelo tribunal, pode gerar um vencedor diferente e está na origem de um imbróglio que expõe as na Nova.

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