Negligência na origem de 56% dos fogos registados no Alto Minho

Lusa 12 de abril de 2019
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A negligência foi a causa de cerca de 56% dos 229 incêndios florestais registados este ano no Alto Minho, sendo que 88 foram provocados por queima de sobrantes.

A negligência foi a causa de cerca de 56% dos 229 incêndios florestais registados este ano no Alto Minho, sendo que 88 foram provocados por queima de sobrantes, disse hoje o comandante da GNR de Viana do Castelo.

O coronel Agostinho José Lopes da Cruz, que falava na cerimónia de apresentação das comemorações dos 100 anos do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, adiantou que os dados provisórios registados por esta força policial, desde o início do ano e até à semana em curso, indicam que 128 incêndios florestais tiveram origem em atos negligentes, provocados por idosos que realizam queimas de sobrantes ou queimadas.

"Os nossos velhotes na aldeia, os nossos pais e os nossos avós vão fazendo [queima de sobrantes]", afirmou, referindo que, depois, a situação descontrola-se "e há trabalho acrescido para a Proteção Civil".

Segundo o comandante territorial, "o maior número de ocorrências tem acontecido nos concelhos mais a norte" do distrito de Viana do Castelo.

O coronel Agostinho José Lopes da Cruz pediu mais "controlo nas fogueiras quando se queimam os restos da agricultura".

As comemorações dos 100 anos da presença da GNR no distrito de Viana do Castelo, que têm o apoio da xâmara local, começaram no passado dia 07 e terminam no 21 de novembro com uma conferência sobre "O uso do fogo na agricultura: técnica ou tradição".

O Comando Territorial de Viana do Castelo tem um efetivo, entre militares e civis, de cerca 650 elementos.

Além dos incêndios florestais, o comandante da GNR de Viana do Castelo destacou como principais preocupações "a violência doméstica, as ofensas corporais e a sinistralidade rodoviária".

Entre os pontos do programa comemorativo, hoje apresentado na sala Couto Viana, da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, contam-se exposições, uma ação solidária de colheita de sangue e a participação da Charanga a Cavalo da GNR no cortejo histórico etnográfico das Festas de Nossa Senhora d'Agonia.
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