Não tenho vaga na creche. E agora?

Não tenho vaga na creche. E agora?
Margarida Davim 19 de novembro

Há uma licença que quase ninguém conhece, para quem precisa de ficar em casa a tratar dos filhos e a possibilidade de ficar em teletrabalho.

Ana (nome fictício) ficou numa situação desesperada quando percebeu que não tinha onde deixar o filho de menos de um ano para voltar ao trabalho, depois de esgotada a licença parental complementar. Sem família por perto e com o marido a trabalhar no estrangeiro, descobriu através do sindicato que tem direito a uma licença para assistência ao filho, que pode ir até dois anos. Mas não terá qualquer remuneração nesse período.

"A grande maioria dos trabalhadores não tem condições para fazer como a mãe desta criança", admite Hélder Pires, da Fiequimetal, o sindicato que ajudou a trabalhadora a vencer a resistência da entidade patronal a este direito.

No fundo, trata-se de uma licença sem vencimento, que permite deixar o trabalho mantendo o vínculo laboral, mas com a vantagem de não estar sujeita a autorização do empregador. "A licença sem vencimento depende da aprovação da entidade patronal, esta tem de ser concedida", esclarece Hélder Pires à SÁBADO, explicando que o papel do sindicato foi ajudar na preparação da documentação necessária.

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