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Montenegro encerra hoje Universidade de Verão do PSD

Lusa 10:27
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O encerramento acontece no final de um mês que foi marcado pelos incêndios florestais de grande dimensão.

O primeiro-ministro encerra hoje a Universidade de Verão do PSD no final de um mês em que os incêndios dominaram a atualidade e numa edição em que várias figuras do partido defenderam o caminho da moderação ao centro.

Montenegro encerra Universidade de Verão do PSD em Castelo de Vide
Montenegro encerra Universidade de Verão do PSD em Castelo de Vide

Luís Montenegro participa hoje, a partir das 12:00, na sessão de encerramento da 21.ª edição desta iniciativa de formação de jovens quadros, que decorre desde segunda-feira em Castelo de Vide (Portalegre).

A intervenção do presidente do PSD funciona, habitualmente, como a segunda 'rentrée' do partido, depois da Festa do Pontal, no Algarve, este ano fortemente criticada pela oposição por ter coincidido com o período de agravamento dos incêndios que atingiram Portugal durante o mês de agosto.

Desde então, o primeiro-ministro apenas falou publicamente sobre incêndios, primeiro no final de um Conselho de Ministros extraordinário em Viseu onde apresentou 45 medidas e, esta semana, no parlamento onde defendeu que o Governo esteve "sempre ao leme" do combate.

À hora desse debate parlamentar, na quarta-feira, pela Universidade de Verão passava Marcelo Rebelo de Sousa que defendeu que o papel do PSD no combate aos extremismos deve ser "afirmar a diferença da moderação".

"Se não conseguir - eu acho que tem condições para conseguir, assim como o PS, no centro-esquerda - afirmar a diferença da moderação que distingue o centro-direita da direita mais radical (...) então torna-se muito difícil a função dos partidos desta natureza e isso não é boa notícia para a democracia", disse, acrescentando ser "mais fácil fazer acordos de regime, fazer consensos, encontrar soluções ao centro" com um partido de centro-direita e não de direita radical.

Um dia depois, o candidato a Belém apoiado pelo PSD, Luís Marques Mendes, afirmou que o "caminho para o sucesso" passa pela moderação e não pelo radicalismo e deixou um apelo concreto ao PSD sobre uma lei que se adivinha polémica, a da nacionalidade.

"Sendo uma lei especial, recomendaria esforço de diálogo e entendimento para que fosse aprovada dentro de uma maioria ampla que incluísse, designadamente, o PS. Leis especiais como esta não se aprovam no âmbito de uma mera maioria de circunstância", disse, num apelo implícito a que o diploma não seja aprovado apenas com o Chega.

Por Castelo de Vide passou também o número dois do Governo, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, que afirmou que "não se pode ter medo de radicais" e defendeu a importância de os partidos de centro-direita e de centro-esquerda "moderados e vivos" serem capazes de manter pontes de diálogo.

"A grande tentação que têm o centro-direita e o centro-esquerda é radicalizar o discurso para rivalizarem com os seus concorrentes ou competidores que são radicais. Isto, do meu ponto de vista, é um erro", defendeu.

Logo na sessão de abertura da Universidade de Verão do PSD, na segunda-feira, o secretário-geral e líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, criticou e recusou a proposta do Chega de inquérito parlamentar sobre incêndios, por ser "despropositada e inútil", e elogindo a do PS para uma comissão técnica independente.

No encerramento da Universidade de Verão de há um ano, antes da crise política relacionada com a empresa da família do primeiro-ministro Spinumviva, o presidente do PSD afirmou que a "verdadeira instabilidade política" no país era a da oposição.

"Este governo não precisa de eleições para governar ou se relegitimar. Temos o suficiente para cumprir o nosso programa, assim haja responsabilidade política em Portugal para não haver um bloqueio governativo. A minha convicção é que, neste momento, o país está com o Governo, aquilo que nós não sabemos é se a oposição vai estar com o país", disse então Montenegro, seis meses antes da demissão do seu primeiro executivo devido ao chumbo de uma moção de confiança.

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