Médicos acusados de negligência em morte de criança de 13 anos

Médicos acusados de negligência em morte de criança de 13 anos
Diogo Barreto 28 de novembro de 2017

Dois médicos foram acusados de desvalorizar os sintomas de um menino. Clínicos arriscam uma pena de prisão que pode atingir os 5 anos de cadeia.


Dois médicos vão ser julgados no caso da morte de David Pereira, sete anos depois da morte da criança. Os clínicos arriscam uma pena de prisão que pode atingir os 5 anos de cadeia pelo crime de homicídio por negligência grosseira. Julgamento começa em 2018.

David morreu aos 13, em 2010. O menino deu entrada no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Chaves, com os sintomas de fortes dores de barriga e vómitos frequentes. No hospital foi atendido por dois médicos, que "não valorizaram convenientemente os sintomas que apresentava". A criança morreu dois dias depois de ter chegado ao hospital na sequência de lesões de perfuração do duodeno, causadas por uma úlcera intestinal.

Os dois médicos - um pediatra e um cirurgião - respondem pelo crime de homicídio por negligência grosseira. David Pereira começou por ser observado pelo pediatra, mas durante o internamento, e devido à sua evolução clínica, este acabou por solicitar a colaboração do outro clínico. O cirurgião terá argumentado que as dores eram causadas por gases, sugerindo que a criança bebesse chá. A família pediu um terceiro parecer clínico.

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