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Mau tempo: Risco de "derrocada de grandes dimensões" leva a corte total da A24 em Lamego

Lusa 31 de janeiro de 2026 às 21:07
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Durante o dia de hoje, esta via já tinha sido cortada no sentido Norte-Sul, por precaução.

A iminência de "uma derrocada de grandes dimensões" levou este sábado ao encerramento da autoestrada A24 nos dois sentidos, entre os nós de Valdigem e Lamego, no distrito de Viseu, anunciou a Câmara de Lamego.

A24 cortada em Lamego devido a risco de derrocada por mau tempo
A24 cortada em Lamego devido a risco de derrocada por mau tempo Leandro Coutinho

"Esta é a única decisão possível, face à evidência do risco sério e iminente de novos deslizamentos, com possibilidade de projeção de terra e pedra para as vias de circulação e a eventual rutura da plataforma da A24", justificou a autarquia, num comunicado publicado cerca das 20:00 na rede social Facebook.

Durante o dia de hoje, esta via já tinha sido cortada no sentido Norte-Sul, por precaução.

No entanto, "após uma vistoria técnica aos taludes da A24 e na iminência de uma derrocada de grandes dimensões", as autoridades decidiram avançar com o seu encerramento total.

Segundo a Câmara de Lamego, "perante este cenário, manter a via aberta seria irresponsável e colocaria em risco todos os utilizadores da estrada".

No domingo de manhã "será realizada nova vistoria técnica ao local por especialistas de geotecnia, para reavaliação das condições de segurança", avançou.

A autarquia disse ainda que a concessionária Norscut "está já a preparar a mobilização de meios para uma intervenção urgente na A24".

"Logo que existam condições, a circulação será restabelecida", garantiu, acrescentando que "serão sinalizados trajetos alternativos, os quais serão ajustados em função da evolução da situação e dos condicionamentos supervenientes que se vierem a verificar", acresentou.

A Câmara de Lamego sublinhou que "a situação é muito grave" e garantiu que "está a ser acompanhada permanentemente", colocando sempre a segurança das pessoas em primeiro lugar.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No concelho da Batalha, distrito de Leiria, um outro homem de 73 anos morreu este sábado ao cair de um telhado quando estava a reparar as telhas.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.