Mário Centeno já é o presidente do Eurogrupo

Diogo Barreto , Lusa 12 de janeiro de 2018
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O ministro das Finanças já tocou o sino do Eurogrupo, assumindo a partir desta sexta-feira a liderança do grupo dos ministros das Finanças da moeda única.


Mário Centeno, o ministro das Finanças português, tomou posse, oficialmente, da pasta de presidente do Eurogrupo.

O socialista recebeu  esta sexta-feira em Paris o sino que simboliza o cargo. O mandato de Jeroen Dijsselbloem terminou esta sexta e Centeno será presidente do Eurogrupo durante os próximos dois anos e meio. As suas funções passarão por gerar consensos e representar o grupo dos ministros das Finanças da moeda única.

Centeno fez soar o sino com que Dijsselbloem habitualmente dava início às reuniões do Eurogrupo e o holandês disse confiar na capacidade de Centeno para continuar a reforma da união económica e monetária

"Estou muito motivado para liderar o Eurogrupo nos próximos dois anos e meio. Agradeço ao Jeroen [Dijsselbloem] pelo trabalho duro e pelos compromissos que conseguimos atingir nos últimos cinco anos. Muito foi feito. Saímos da crise, mas o trabalho ainda não acabou, certamente nunca está, temos uma janela de oportunidade única para aprofundar a união económica e monetária, tornando a nossa moeda comum mais resistente a futuras crises", notou Mário Centeno.

Mário Centeno explicou que isso concerne a união bancária, a união do mercado de capitais e a política fiscal, sublinhando ser "muito importante ir ao encontro das expetativas dos nossos cidadãos" e construir uma zona euro "mais robusta e resiliente".

"Temos de estar cientes que a preparação para o que está para vir, os desafios que temos têm de ser enfrentados já e preparar-nos para os tempos que estão para chegar na zona euro como um todo", concluiu.

Antes de Mário Centeno, Jeroen Dijsselbloem destacou, por sua vez, o "forte apoio no Eurogrupo" que o português tem e disse estar "feliz" por lhe transferir a pasta.

"Trabalhámos juntos de perto e estou mesmo contente que ele tenha um forte apoio no Eurogrupo, vai impulsionar reformas, impulsionar a modernização da zona euro ainda mais longe. É o melhor momento para assumir [o cargo], a zona euro está melhor, é uma oportunidade para levar as reformas ainda mais longe", afirmou.
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