A frota permite que a Rússia exporte petróleo acima dos tetos estabelecidos pelos países dos G7.
A Marinha portuguesa acompanhou 69 navios russos e efetuou 373 ações de monitorização a navios da chamada "frota fantasma" da Rússia em 2025, enquanto passavam por águas nacionais, divulgou esta sexta-feira este ramo das Forças Armadas.
Petroleiro ‘Jaguar’ pertencente à frota fantasma russaDR
"Através destas ações de monitorização e vigilância, a Marinha garante a defesa e segurança do mar português, contribui para a proteção das infraestruturas submarinas críticas nos seus espaços marítimos e apoia a proteção ambiental, nomeadamente na sua Zona Económica Exclusiva", destacou a Marinha, em comunicado.
As missões, realizadas durante a passagem dos navios pelas águas sob soberania ou jurisdição nacional, asseguram também "o cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal no quadro da Aliança Atlântica", acrescentou.
Este ramo das Forças Armadas lembrou que a chamada "frota fantasma" permite à Federação Russa exportar petróleo acima dos tetos estabelecidos pelos países dos G7 e seus parceiros (para além de outras matérias primas, também sujeitas a sanção), contribuindo para o esforço de guerra russo na Ucrânia".
Estes navios seguem frequentemente com bandeiras de conveniência e propriedade opaca, detalhou ainda.
Em dezembro, o Reino Unido estimou que a "frota fantasma" da Rússia é composta por "entre 600 e mil petroleiros antigos", numa tentativa de contornar as sanções internacionais impostas após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
A Marinha indicou ainda que 69 navios da Federação Russa (31 navios militares, três navios científicos e 35 navios de apoio logístico) foram acompanhados em 2025 durante 58 missões, que tiveram uma duração total de 606 horas (o equivalente a cerca de 25 dias seguidos).
O acompanhamento foi realizado por navios da Marinha e envolveu 2900 militares, considerando o somatório dos militares empenhados em cada missão, tendo sido percorridas mais de 6.815 milhas náuticas (mais de 12.600 quilómetros) nesses acompanhamentos.
No total, desde o início da invasão russa da Ucrânia, a Marinha portuguesa realizou 191 missões deste tipo, acompanhando a passagem de 212 navios da Federação Russa, onde se incluem militares, científicos e de apoio logístico.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
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