Marcelo e Costa visitam sexta-feira fábrica e hospital em Ovar, "símbolo de resistência"

Lusa 20 de maio de 2020
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Segundo o chefe de Estado, o município de Ovar constitui "um símbolo de uma resistência difícil de uma parte de Portugal continental" no atual quadro de pandemia.

O Presidente da República disse hoje à Lusa que vai visitar na sexta-feira com o primeiro-ministro uma fábrica e um hospital de campanha em Ovar, "símbolo de uma resistência difícil" onde tinham combinado ir "logo que possível".

OVar coronavirus
OVar coronavirus Ricardo Meireles / Sábado

Marcelo Rebelo de Sousa falou à agência Lusa durante um passeio de elétrico entre Campolide e o Largo de Camões, em Lisboa, que decidiu fazer após ter almoçado no restaurante "A Valenciana" com o chefe da sua Casa Civil, Fernando Frutuoso de Melo, num sinal de apoio ao setor da restauração.

Segundo o chefe de Estado, o município de Ovar, no distrito de Aveiro, onde foi declarada a situação de calamidade e fixada uma cerca sanitária durante cerca de um mês para conter a transmissão da covid-19, constitui "um símbolo de uma resistência difícil de uma parte de Portugal continental" no atual quadro de pandemia.

"Combinei com o senhor primeiro-ministro - naturalmente, com o convite do senhor presidente da Câmara de Ovar - visitarmos Ovar logo que possível", referiu Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando: "E lá vamos, visitar uma fábrica, visitar um hospital de campanha, comer o pão de ló de Ovar, conviver com os ovarinos".

Sobre o almoço que, antes da chegada do primeiro-ministro, terá com o presidente do PSD, Rui Rio, também em Ovar, Marcelo Rebelo de Sousa contou que a ideia partiu do presidente da Câmara e dirigente social-democrata, Salvador Malheiro.

"Foi o presidente da Câmara quem tomou a iniciativa, que eu também achei muito boa, de associar ao almoço - uma vez que o senhor primeiro-ministro está com um compromisso em Coimbra - o líder da oposição. Isto é uma tarefa conjunta, comum, e portanto, faz sentido", considerou.

"Lá estaremos durante a tarde toda", concluiu.

Hoje, antes de fazer este passeio de elétrico, o chefe de Estado elogiou Rui Rio "por saber colocar o interesse nacional acima do interesse partidário" e defendeu que tem havido "uma sintonia muito grande" entre Presidente, Governo e oposição.

"Eu tenho acompanhado par e passo o que o Governo faz. Tem havido aqui uma sintonia muito grande entre Presidente da República, primeiro-ministro, Governo, líder da oposição - há que lhe dar uma palavra também, de agradecimento e de elogio, por saber colocar o interesse nacional acima do interesse partidário - e outros líderes de outros partidos da oposição também", afirmou.

Marcelo rebelo de Sousa escolheu "A Valenciana" para a sua primeira refeição num restaurante depois da reabertura do setor por ser um lugar que costumava frequentar "em reuniões políticas ou com colegas da faculdade".

À saída, o Presidente da República viu o elétrico 24 parado e decidiu entrar seguindo o lema "viver cada dia como se fosse o último", que no seu entender se aplica ainda mais no atual quadro de incerteza.

Durante o trajeto, de máscara, com mais alguns passageiros sentados em bancos alternados, Marcelo Rebelo de Sousa recordou que às vezes quando era novo "andava à pendura para não pagar" e observou que os portugueses parecem estar a adiar o regresso à utilização dos transportes públicos.

Até agora, na sua perspetiva, os dados indicam que os "primeiros dias de desconfinamento", no início de maio, não tiveram "resultados negativos ou preocupantes".

"Por aquilo que tenho visto, e hoje andei a pé um pouco aqui em Lisboa, os portugueses continuam a aderir a uma progressiva normalização tanto quanto possível da sua atividade, mas com muito cuidado. É isso mesmo que queremos. Isso é o que queremos", congratulou-se.

O Presidente da República espera pelo "fim da próxima semana" para averiguar "o resultado deste segundo passo", com a reabertura de restauração, comércio e escolas e o correspondente "aumento de convivência".

A pandemia de covid-19 atingiu 196 países e territórios, registando-se mais de 323 mil mortos e quase 4,9 milhões infetados a nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP feito com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram 1.263 pessoas num total de 29.660 confirmadas como infetadas, de acordo com o relatório de hoje da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença provocada por um novo coronavírus detetado no final de dezembro em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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