"Quem não se lembra do que era a criminalidade há 20 anos, há 15, há 10 anos? Hoje as coisas são diferentes para melhor", assegurou.
O ministro da Administração Interna criticou hoje "quem quer instalar a teoria do caos" sobre a segurança em Portugal, defendendo que o país continua a ser "muito seguro" graças ao trabalho das forças policiais.
O ministro da Administração Interna, Luis Neves, intervémMANUEL DE ALMEIDA/LUSA
"Há alguns que querem instalar a teoria do caos. Tudo é mau. Tudo é terrível. Só criminosos. Os imigrantes são os bandidos. O certo é que Portugal é um país muito seguro", afirmou Luís Neves, durante uma cerimónia de assinatura de protocolos na área da segurança no concelho de Cascais.
O governante considerou que a perceção de insegurança não corresponde à realidade e sublinhou que o país "mudou para melhor" nas últimas décadas em matéria de criminalidade.
"Quem não se lembra do que era a criminalidade há 20 anos, há 15, há 10 anos? Hoje as coisas são diferentes para melhor", assegurou.
Luís Neves defendeu ainda melhores condições para polícias e militares da GNR, lamentando o estado de degradação de algumas instalações.
"Ninguém cria brilho e coesão se tiver instalações onde chove, onde há humidade, onde está frio, onde está calor, onde cheira mal", afirmou, garantindo que o Governo pretende melhorar as condições das forças de segurança, embora reconhecendo que o processo "não se vai resolver nem num ano nem dois".
O ministro da Administração Interna esteve esta tarde no concelho de Cascais, distrito de Lisboa, com o objetivo de conhecer os projetos e o investimento que a autarquia tem previsto para o município.
A visita terminou com uma cerimónia nos Paços do Concelho de Cascais, durante a qual foram assinados seis protocolos de cooperação e memorandos de entendimento, no âmbito da Segurança e Socorro.
Em causa estão protocolos no âmbito da vigilância aérea, de cooperação com o Centro Europeu de Riscos Urbanos, com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, com os corpos de Bombeiros e com a Associação Humanitária de Segurança e Salvamento Aquático.
MAI critica quem quer instalar teoria do caos sobre a segurança em Portugal
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