Casal foi visto em clima de grande cumplicidade no Rock in Rio.
Exonerada do cargo de vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa (SSCML) - para o qual tinha sido nomeada em dezembro por Carlos Moedas -, após uma reportagem da RTP que revelou que a militante do Chega é proprietária de vários imóveis com habitações alegadamente clandestinas para arrendamento a imigrantes, Mafalda Livermore mantém a relação amorosa com Bruno Mascarenhas, vereador do Chega na Câmara de Lisboa.
Bruno Mascarenhas e Mafalda Livermore juntos no Rock in RioDR
O casal partilhou momentos de grande cumplicidade no stand da Câmara de Lisboa do Rock in Rio, mostrando que se manteve imune à polémica que terá levado, inclusivamente, André Ventura a fazer um ultimato ao vereador da autarquia lisboeta quando o escândalo rebentou.
O caso gerou mal-estar no partido, com a deputada e membro da Direção Nacional do Chega, Rita Matias, a defender a demissão de Bruno Mascarenhas. "Bruno Mascarenhas, se quiser fazer um favor ao partido Chega, demita-se de vereador, saia e passe o lugar. Espero que não fique como independente, passe o lugar para ficar alguém que realmente represente o partido Chega e os seus interesses", afirmou a deputada no seu espaço de comentário no NOW, considerando que este "é um caso que envergonha o partido", tratando-se de uma conduta "absolutamente condenável".
O líder da bancada do Chega na Assembleia Municipal de Lisboa também se distanciou do vereador do partido, referindo que não se revê nem foi consultado previamente sobre a indicação de nomes para empresas municipais. "A Assembleia Municipal não tem nada a ver com a vereação. Concorremos com listas separadas, com boletins de voto separados. Não nos revemos minimamente no que se passa na vereação do senhor doutor Mascarenhas", afirmou na altura Luís Pereira Nunes.
Na sequência da polémica, Mafalda Livermore, entretanto, desfiliou-se do Chega, lamentando aspetos negativos que "prejudicaram" a sua vida. Numa publicação no Instagram referiu que decidiu "pôr fim" à sua "participação política ativa". Sem referir o caso em que estava envolvida, concluiu que o seu percurso "teve aspetos muito positivos e outros negativos" que a "prejudicaram em várias vertentes" da sua vida. "Continuarei a intervir na via pública com o mesmo sentido de missão, mantendo-me fiel aos valores que sempre nortearam a minha ação: responsabilidade, integridade e compromisso com as pessoas", escreveu a namorada de Bruno Mascarenhas, ainda suspeita de usurpação de funções como jurista.
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