A tecnologia permite enviar dados e imagens em tempo real para os agentes da Proteção Civil e prever a propagação das frentes de incêndio, em função do relevo e da biomassa existentes nos cenários reais.
Investigadores estão a desenvolver um projeto científico que consiste em identificar incêndios a partir de sensores e imagens recolhidas por câmaras de vídeo instaladas em aeronaves tripuladas ou não tripuladas.
O projeto 'Firefront', hoje apresentado no Aeródromo de Santa Cruz, em Torres Vedras, no distrito de Lisboa, criou e está a testar câmaras de vídeo para recolha de imagens e sensores de deteção de fogos instalados em aeronaves.
O projeto de investigação pertence a um consórcio, que integra a Força Aérea Portuguesa, o Instituto de Sistema e Robótica do Instituto Superior Técnico (IST), o Instituto de Telecomunicações de Lisboa, o Aeroclube de Torres Vedras, o centro de investigação de fogos ADAI e a empresa privada Uavision.
Alexandre Bernardino, investigador do IST e coordenador do projeto, explicou, na sua apresentação, que um sistema composto por câmaras de vídeo e sensores instalado em aeronaves tripuladas ou não tripuladas está a ser testado na identificação e monitorização de fogos.
A tecnologia permite enviar dados e imagens em tempo real para os agentes da Proteção Civil e prever a propagação das frentes de incêndio, em função do relevo e da biomassa existentes nos cenários reais.
A solução tecnológica oferece um mapeamento exato dos focos do incêndio, mesmo em casos de visibilidade reduzida por causa do fumo, e a previsão da evolução das frentes do fogo florestal.
O projeto poderá, dentro de dois anos, vir a ser implementado na prevenção e combate a incêndios, fornecendo dados para suporte à decisão na gestão dos grandes incêndios florestais.
O investimento de 300 mil euros, financiado na totalidade pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, vai estar nos próximos dois anos em fase de ensaios de campo no Aeroclube de Santa Cruz e em análise dos dados.
Na apresentação do projeto houve um simulacro de fogo e foi usada uma aeronave não tripulada, com um peso de 50 quilogramas, uma velocidade de 90 quilómetros/hora e uma capacidade de voo até 12 horas, com a tecnologia de deteção de fogos instalada, cujas imagens foram enviadas em tempo real para a Internet.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Manuel Heitor, frisou que o projeto resultou do desafio lançado à ciência após os incêndios de 2017, disponibilizando financiamento para incentivar projetos inovadores de prevenção e combate a incêndios, com o intuito de reduzir o risco de incêndio.
O projeto pode ser também adaptado à vigilância marítima de navios ou de náufragos, acionando meios de busca e salvamento no último caso.
Investigadores criam e testam tecnologia de deteção de fogos a partir de aeronaves
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