O humorista lembrou que conheceu o locutor quando ainda era jovem, ouvindo-o no programa “Quero em Órbita”, da Rádio Renascença, considerando-o então “uma espécie de ídolo”.
O humorista Herman José recordou o locutor Cândido Mota, que morreu hoje aos 82 anos, como “porventura, a melhor voz de sempre da rádio e da locução portuguesas”, destacando o profissionalismo e a lealdade do amigo.
Herman JoséSérgio Lemos
“Sem exageros, e não é pelo facto de ter desaparecido, ele é, porventura, a melhor voz de sempre da rádio e da locução portuguesas, não só pelo timbre, como pela dicção, como pela preocupação quase doentia de não fazer erros”, afirmou Herman José, em declarações à agência Lusa.
O humorista lembrou que conheceu Cândido Mota quando ainda era jovem, ouvindo-o no programa radiofónico “Quero em Órbita”, da Rádio Renascença, considerando-o então “uma espécie de ídolo”.
A relação de proximidade consolidou-se mais tarde, primeiro no mundo da publicidade, nos anos 1970, e depois durante a apresentação do programa televisivo “A Roda da Sorte”, período em que conviveram de forma intensa.
“Havia nele uma bondade que encantava, num mundo tantas vezes agressivo e combativo”, disse, sublinhando também a competência profissional do locutor e a sua fidelidade enquanto amigo.
Sobre o percurso pessoal do locutor, Herman José considerou que Cândido Mota “viveu 300 anos nos seus 80”, acrescentando que “fez tudo a que tinha direito” e “aproveitou bem a sua passagem pela Terra”.
O antigo locutor de rádio Cândido Mota morreu hoje de madrugada, aos 82 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado.
Cândido Mota, que estava doente há algum tempo, morreu "sem sofrimento, rodeado da família e amigos próximos", acrescentou Teresa Mota, filha do apresentador, não revelando mais detalhes.
Cândido Soares Pinto da Mota, nascido a 28 de setembro de 1943, em Espinho, e uma das vozes mais marcantes da história da rádio, precursora dos programas interativos, de que é exemplo maior "O passageiro da noite", encontrava-se internado no Hospital de Santa Maria desde o dia 13 de abril, tendo chegado a ser falsamente noticiada a sua morte alguns dias depois.
O radialista, que se destacou na apresentação de vários programas, viu a sua fama crescer ao iniciar uma colaboração duradoura com Herman José na televisão.
Contudo, nos últimos anos afastou-se da vida mediática e atualmente residia na Casa do Artista, em Lisboa.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.