Candidato à Presidência deu esta terça-feira uma entrevista ao NOW.
Henrique Gouveia e Melo esteve esta terça-feira no NOW, onde falou sobre a mais recente polémica que envolve também o Presidente da República. Ao canal considerou que a "interpretação da Lusa é abusiva", referindo-se com isto a um artigo que indicava que a candidatura de Gouveia e Melo à Presidência da República foi motivada pela tentativa de Marcelo Rebelo de Sousa de o travar.
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Título do Expresso «indicava que eu estava a fazer chantagem sob o Governo, nunca fiz isso»: Henrique Gouveia e Melo
Já sobre o artigo do Expresso, que dizia que Gouveia e Melo só aceitaria desistir da candidatura a Belém caso houvesse um aumento significativo na força naval, esclareceu que ficou "danado com o título". O título "indicava que eu estava a fazer chantagem sobre o Governo. Nunca fiz isso."
O almirante foi ainda confrontado com a sua relação com o Presidente da República. Sobre isso, garantiu que não tem nada contra Marcelo Rebelo de Sousa. "Nunca fiz nenhuma aproximações ou afastamento que não fossem o que as minhas funções institucionais exigiam. Não tenho nada contra o Presidente. Conversámos diversas vezes de forma simpática", esclareceu. "Eu quero imprimir um estilo diferente, [mas] ele teve toda a legitimidade para imprimir o estilo que ele quis."
Gouveia e Melo disse ainda que Marcelo Rebelo de Sousa "foi essencial para unir os portugueses". "Passou pelas dificuldades do Covid e outros problemas", recordou.
Cartazes do Chega
O almirante falou ainda sobre os cartazes do Chega com referências ao Bangladesh e à comunidade cigana. "Em termos jurídicos tenho dúvidas que se possam retirar os cartazes. O que ele diz é que os indivíduos têm de cumprir a lei, mas todos temos de cumprir a lei. Mas daí a ser ilegal? Tenho alguma dúvida."
Ainda assim, apontou para a linguagem utilizada pelos membros do partido: "Há um determinado tipo de linguagem que não devemos trazer para a política. [Isso] pode afetar a forma como se faz política."
Os problemas de Portugal
Sobre os problemas de Portugal, apontou para o setor económico e da educação. "Agora aumentámos as propinas, foi um erro. É um sinal super negativo. Nós queremos empoderar a juventude para competir com a economia mundial e ter só 40% que passa pela universidade não parece positivo. Devemos facilitar esse elevador social", disse ao considerar que com este aumento "o Estado vai arrecadar uma miséria".
E frisou que a questão da saúde e da habitação são os grandes problemas do País. "Portugal tem muitos problemas. Não vai resolver nenhum se não tiver economia a gerar riqueza suficiente. Temos um grande problema na saúde, que me parece um problema de desorganização e de responsabilização. A habitação está a afetar já a classe média empoderada."
O candidato fez ainda referência à questão dos incêndios que "saíram de debate público" e recordou que o papel do Presidente da República é de manter "certos assuntos na agenda". "Nós esquecemos os fogos que aconteceram há pouco tempo. Saíram de debate publico. Só nos lembramos quando temos a casa a arder."
Esquerda ou direita?
O candidato foi ainda acusado de piscar o olho à esquerda e à direita. Sobre isso, disse: "Muitos atores do sistema político atual ainda vivem entre o século XVIII e XIX. Umas coisas [políticas] são mais à direita e outras à esquerda, que não me definem se eu estou mais à esquerda ou à direita porque não há uma linha divisória."
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