Foram condecorados no 10 de Junho e caíram em desgraça

Gustavo Sampaio 10 de junho de 2015

Se fosse agora, voltariam a ser escolhidos? A reputação é uma matéria instável. A SÁBADO relembra uma série de casos de figuras que caíram em desgraça após terem sido galardoadas no Palácio de Belém

2014, Zeinal Bava, Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial
O desmaio do Presidente Cavaco Silva quando discursava nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a 10 de Junho de 2014, terá sido um mau prenúncio, mas ninguém imaginaria então o enorme rombo na credibilidade de Zeinal Bava (um dos condecorados nesse dia) nos meses seguintes, por entre o descalabro da Portugal Telecom (PT). Na Guarda, Bava recebeu do chefe de Estado a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial (Classe do Mérito Comercial). "É o reconhecimento de mérito do trabalho que todos temos feito na PT, e agora na PT e na Oi, para apoia a economia", declarou o então CEO da empresa. Cerca de oito meses depois, já demissionário da PT e da Oi, Bava sujeitou-se a um exercício de humilhação pessoal na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES, respondendo evasivamente às questões sobre o investimento da PT em dívida do GES que arruinou a empresa de telecomunicações. "Não sei", "não me lembro", "não consigo precisar", repetiu, sendo repreendido por Fernando Negrão, presidente da comissão, e ridicularizado por Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda: "É um bocadinho amadorismo para quem ganhou tantos prémios de melhor CEO do ano e melhor CEO da Europa e arredores, não é", lamentou Mortágua. E até Cavaco questionou: "O que é que andaram a fazer os accionistas e os gestores da PT?"

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