O MP considera que Jorge Alves adquiriu roupa, componentes automóveis e combustível com dinheiro do SNCGP
O
Ministério Público (MP) acusou o ex-presidente do Sindicato Nacional do Corpo
da Guarda Prisional (SNCGP), Jorge Alves, pelos crimes de infidelidade e abuso de
confiança.
Jorge AlvesPeter Spark/movephoto
A acusação, assinada pela procuradora
Cristina Rodrigues, considera que Jorge Alves utilizou o cartão de crédito do
sindicato para efetuar despesas “em proveito próprio e a título pessoal”,
obtendo “um benefício patrimonial que não lhe era devido” e causando “prejuízo
patrimonial” ao SNCGP. Em causa, está a aquisição de roupa, componentes
automóveis e combustível – que totalizam pouco mais de 4.550 euros.
Ainda assim, a maior parte das queixas neste processo caíram. A investigação teve início em
2021, com a entrega no MP do relatório da auditoria à gestão do último mandato
de Jorge Alves no SNCGP, de 2017 a junho de 2020, que tinha sido encomendada pela direção que
lhe sucedeu, presidida por Carlos Sousa (e que liderou o sindicato até junho de 2024).
De acordo com um artigo da revista ‘Sábado’, publicado em janeiro deste ano, a auditoria encomendada pela nova direção de Carlos Sousa – que derrotara Jorge Alves nas eleições – tinha detetado “incongruências” nas
despesas pagas ao ex-presidente no valor de 74.544,46 euros; o relatório destacava, sobretudo, a realização de quatro transferências no total de 20.736 euros da conta do sindicato
para uma conta pessoal de Jorge Alves, realizadas no dia 16 de dezembro de 2020,
um dia após Carlos Sousa tomar posse como novo presidente do SNCGP. O MP considerou,
no entanto, que não existem irregularidades com "relevância criminal" neste caso (nem na maior parte das despesas denunciadas).
O então
tesoureiro do SNCGP, Ivo Lopes, também foi acusado pelo MP pelos
mesmo crimes.
Após a saída do SNCGP, Jorge Alves e Ivo Lopes passaram a integrar (e a liderar) uma nova estrutura sindical – a Associação Sindical dos Profissionais do Corpo da Guarda Prisional
(ASPCGP).
Ex-presidente do sindicato dos guardas prisionais acusado de infidelidade e abuso de confiança
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