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Após ter sido afastado do governo, no final do ano passado, Pedro Nuno Santos pode afirmar-se como a mais influente oposição interna do partido.
Pedro Nuno Santos estreou-se no comentário televisivo prometendo que não pretendia fazer oposição ao governo no entanto precisou apenas de uma semana para alterar a sua opinião sobre o Orçamento de Estado para 2024.
Miguel A. Lopes/Lusa
O antigo ministro das Infraestruturas e da Habitação começou por considerar o OE "belíssimo" para esta segunda-feira discordar com a velocidade a que Fernando Medina quer reduzir o défice da dívida pública. Pedro Nuno Santos acredita que "parte" do excedente orçamental deveria ser utilizado para "resolver problemas da administração pública", nomeadamente aumentar os médicos e descongelar na totalidade a carreira dos professores.
No seu comentário na SIC Noticias o socialista defendeu que "obviamente que era possível fazer diferente, desde logo cumprir a trajetória da redução da dívida que tinha sido apresentada no Programa de Estabilidade. Entre o défice de 0,9% previsto e o excedente de 0,8% verificado este ano Pedro Nuno Santos alerta que existe "um desvio de 4,4 mil milhões de euros que não chegam à economia. Uma margem muito importante que poderia ser usada, parcialmente, para resolver problemas na administração pública".
Após ter sido afastado do governo, no final do ano passado, Pedro Nuno Santos pode afirmar-se como a mais influente oposição interna do partido, uma vez que representa uma ala mais à esquerda. No seu ponto de "é positiva a redução da dívida" mas o país "precisa de ter uma economia capaz de produzir".
Para isso o socialista apresentou dois casos que poderiam beneficiar de uma utilização imediata de parte do excedente para que o "Governo consiga fazer as pazes com grupos profissionais que estão em guerra". Se por um lado os médicos "tiveram perdas reais do poder de compra superiores a 20%" nos últimos anos e era possível "investir na saúde dignificando a carreira dos médicos" por outro "o Estado tem de perceber que tem de pagar para conseguir atrair e reter professores".
O ex-ministro afirmou mesmo que "o Governo deve procurar repor o que foi congelado em determinado momento", para depois explicar que se referia à totalidade do tempo ainda não descongelado, ou seja, os seis anos, seis meses e 23 dias reclamados pela classe.
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