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Desconvocada greve do Metropolitano de Lisboa prevista para terça-feira

Foi alcançado um acordo com a empresa que garante algumas das condições que haviam levado ao pré-aviso de greve.

A greve de 24 horas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa prevista para terça-feira foi desconvocada esta segunda-feira, disse à Lusa fonte sindical.

Estação do Parque
Estação do Parque Metro de Lisboa

A mesma fonte avançou que foi alcançado um acordo com a empresa que garante algumas das condições que haviam levado ao pré-aviso de greve.

Depois de, na quinta-feira, a greve no metro de Lisboa ter tido uma adesão da totalidade dos trabalhadores das categorias profissionais abrangidas pelo pré-aviso, o que provocou o encerramento do serviço, esta segunda-feira, depois de reunir com o Conselho de Administração da empresa, o sindicato disse estarem "reunidas condições para a suspensão" da paralisação.

Em declarações à Lusa, Sara Gligó, dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), explicou que a empresa "acabou por aceitar" na negociação forma de travar a greve das chefias dos departamentos operacionais, nomeadamente trabalhadores do Posto de Comando Central, Sala de Comando Central e Comando de Energia e da Tração.

De acordo com a dirigente sindical, tratou-se de uma "negociação difícil", mas a empresa acabou por assumir "o guarnecimento dos postos de trabalho do Posto de Comando Central, bem como nos Posto de Tração".

Por outro lado, irá também fazer a "reposição de efetivos em todas as categorias profissionais" daquelas áreas, bem como a "aceitação das trocas diretas entre trabalhadores", negadas até aqui.

Segundo Sara Gligó, nos Postos de Tração, "nos turnos da manhã e da noite, vão ser assegurados oito trabalhadores, enquanto no turno intermédio, não havendo, para já, disponibilidade de efetivos, vão estar, no mínimo, quatro postos assegurados".

Já no Posto de Comando Central, "no mínimo vão estar sempre quatro trabalhadores", disse a sindicalista, adiantando que, "em julho, após formação, serão cinco".

"A empresa disse-nos que irá abrir formação, tendo calendarizado para o ano de 2026, mais dois encarregados de movimento, 10 de tração e quatro inspetores de tração. Para a sala de Comando e Energia entra mais um trabalhador que faltava já no final do mês de abril", explicou.

Segundo a sindicalista, a empresa compromete-se ainda ao cumprimento da ficha de funções de cada uma das categorias em questão e, em relação às queixas de assédio laboral, o Metro de Lisboa já dispõe de canal próprio de denúncia, uma vez que é uma entidade publica empresarial, pelo que já disponibilizou canais para o efeito.

Também irá ser feito o cumprimento das escalas e horários de trabalho em conformidade com o acordo de empresa, acrescentou a responsável sindical.