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Crise na habitação: Catarina, "sempre na luta" com "perfume caro"

Aos 30 anos, não esperava os 15 minutos de fama imediata na acampada do Porto. Continua a perfurmar-se para ir aos protestos, mas sem dizer a marca. Prefere desconstruir estigmas associados à imagem dos apoiantes da causa – já viralizou nas redes sociais.

O visual foi cuidado, intencionalmente. Catarina Cunha, de 30 anos, não se limitou a tomar duche e a pôr desodorizante, como da vez anterior que foi à acampada do Porto, na Praça D. João I, contra a crise da habitação. Naquela noite de terça-feira, de 20 de outubro, depois do banho tomado, pôs base, blush, corretor de olheiras, eyeliner, batom, aquilo que considera “uma maquilhagem básica.” E, claro, foi “cheirosa” e penteada, descreve. A polícia tinha voltado a intervir e ela estava triste com o sucedido, queria mostrar-se solidária, recorda à SÁBADO. “Estava a haver um grande falatório sobre os manifestantes sujos.” Dentro de momentos, ela seria a voz do “perfume caro”.

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