Covid-19: Portugal entre os cinco países europeus onde menos se consegue poupar

Lusa 29 de outubro de 2020
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Estudo revela que famílias com filhos são as que menos conseguem poupar devido à pandemia (60%), em comparação com as que não têm filhos (40%).

Portugal está entre os cinco países europeus em que a população está a poupar menos do que antes da pandemia de covid-19, com uma percentagem de 48%, superior à média europeia, de 39%.

Portugal Covid-19
Portugal Covid-19 Reuters

Segundo o estudo da "Intrum ECPR - European Consumer Payment Report 2020, white paper COVID-19", que avaliou como a covid-19 está a afetar as finanças dos consumidores em Portugal, as famílias com filhos são as que menos conseguem poupar devido à pandemia (60%), em comparação com as que não têm filhos (40%).

A análise feita conclui que o país que mais está a sentir esta crise é a Polónia, com uma percentagem de 64%, seguindo-se a Hungria (56%), Itália (53%), Grécia (52%) e Portugal (48%), em contraste com a Dinamarca (18%), país onde os consumidores sentem menos o impacto da pandemia nas suas poupanças.

Questionados sobre a capacidade de economizar a longo prazo, de forma a garantir uma boa reforma, as faixas etárias dos 38 aos 44 anos e entre os 55 e os 64 anos são as que se mostram menos confiantes.

O estudo revela ainda que a percentagem de mulheres (47%) que afirmam que não vão conseguir poupar para a sua reforma é superior à dos homens (38%).

Num comunicado enviado à agência Lusa, o responsável em Portugal da empresa promotora do estudo, que envolveu 5.000 consumidores em 24 países, em maio último, frisa que a pandemia afetou de forma diferente as finanças e os hábitos de consumo dos portugueses.

"Enquanto uns estão a enfrentar uma realidade difícil, estão a sofrer cortes salariais ou até mesmo a perder os seus empregos, mas continuam com as mesmas despesas para pagar, outros, aqueles que não viram os seus rendimentos diminuídos, estão com um nível de poupança inigualável nos últimos anos", acentua o diretor geral da Intrum Portugal, Luís Salvaterra, citado na nota hoje divulgada.

O estudo foi feito no âmbito do Dia Mundial da Poupança, que se assinala a 31 de outubro, criado pela Sociedade Mundial de Bancos de Poupança para promover a poupança pessoal e fortalecer a autossuficiência económica das pessoas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.395 em Portugal.

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