Costa no Parlamento com a direita ao ataque. A esquerda mantém o silêncio?

Cátia Andrea Costa 18 de outubro de 2017

Debate quinzenal será marcado pelos fogos que mataram mais de 100 pessoas em Portugal, em quatro meses. A SÁBADO acompanha a sessão em directo a partir das 15h00.

A esquerda quis mudar a agenda, mas a vontade da direita sobrepôs-se e, às 15h00 desta quarta-feira, o debate quinzenal com o primeiro-ministro vai mesmo realizar-se. António Costa deverá ser confrontado com os incêndios deste domingo, que mataram pelo menos 41 pessoas, e que colocaram o Governo sobre pressão – a sessão, que a SÁBADO vai acompanhar ao minuto, promete ser bastante dura para o chefe do Executivo, que conta com uma nova baixa no Executivo: a da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa

Horas antes do plenário, o Governo foi alvo de uma dura mensagem do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que considerou que é essencial o Parlamento clarificar o seu apoio ao Executivo de Costa, para "se evitar um equívoco" ou "reforçar o mandato para as reformas inadiáveis". "Se na Assembleia da República há quem questione a capacidade do actual Governo para realizar estas mudanças que são indispensáveis e inadiáveis, então, nos termos da Constituição, esperemos que a mesma Assembleia soberanamente clarifique se quer ou não manter em funções o Governo. Condição essencial para, em caso de resposta negativa, se evitar um equívoco, e de resposta positiva, reforçar o mandato para as reformas inadiáveis", afirmou.

Na referida declaração ao País, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que é preciso "abrir um novo ciclo", na sequência dos incêndios que dizimaram a zona Centro do País (em Pedrógão Grande, no mês de Junho, morreram 64 pessoas), e que isso "inevitavelmente obrigará o Governo a ponderar o quê, quem, como e quando melhor serve esse ciclo".

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