Coronavírus: Mais de 8000 idosos contactados por telefone pela GNR na Páscoa

Lusa 14 de abril de 2020
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Dos oito mil contactados foram detetados e sinalizados "26 com problemas" no âmbito do foro psicológico, "porque já se encontravam demasiado debilitados".

Mais de oito mil idosos que vivem sozinhos ou isolados foram contactados telefonicamente pela GNR durante o período da Páscoa, que sinalizou 26 com problemas e que foram encaminhados para linhas de tratamento e de apoio psicológico.

Numa conferência de imprensa conjunta para divulgar os dados da operação "Páscoa em Casa" da PSP e da GNR, que decorreu entre as 00:00 do dia 09 de abril e a 24:00 de segunda-feira no âmbito do estado de emergência devido à covid-19, o diretor de operações da Guarda Nacional Republicana afirmou que, no âmbito do 'Programa 65 Longe+Perto', foram contactados, por telefone, 8.128 idosos que estavam identificados como sendo mais vulneráveis porque viviam mais isolados ou sozinhos.

"Dos oito mil contactos, detetados e sinalizados 26 com problemas que podemos analisar no âmbito do foro psicológico, porque já se encontravam demasiado debilitados e foram encaminhados para linhas de tratamento e de apoio psicológico" disse Vitor Rodrigues.

Através das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPC), a GNR está a promover o 'Programa 65 Longe+Perto' que visa o contacto telefónico com todo os idosos sinalizados, procurando identificar situações que, por força da fase de maior isolamento social, justifiquem uma abordagem ao nível psicológico.

A violência doméstica foi também uma das prioridades das duas forças se segurança, numa altura que existe maiores restrições devido ao confinamento social, tendo a PSP e a GNR registado uma diminuição das queixas deste crime.

O diretor do departamento de operações da PSP, Luís Elias, afirmou que esta força de segurança recebeu, nos últimos dias, 113 denúncias de violência doméstica, representando uma descida de 47% face ao mesmo período de 2019, além de ter detido 10 pessoas, nove das quais em flagrante.

Luís Elias estima que esta situação está relacionada com o isolamento, existindo "um menor pretensão" para as vítimas se dirigirem a uma esquadra da PSP para fazer uma denúncia.

Nesse sentido, sublinhou que PSP criou canais para contactos via eletrónica e é fundamental que as pessoas com conhecimento de casos de violência doméstica os denunciem às forças de segurança.

O diretor do departamento de operações da Polícia de Segurança Pública destacou também que 68% das queixas foram feitas pelas vitimas e 20% de terceiros, 58% das situações foram consideradas de risco médio e cerca de 7% de risco elevado.

Por sua vez, a GNR, que partilha de preocupação idêntica da PSP, registou, durante o período da Páscoa 169 queixas por violência doméstica, menos 15% do no mesmo período de 2019.

Portugal está em estado de emergência desde o dia 19 de março e até 17 de abril devido à pandemia de covid-19.

Segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 567 mortos associados à covid-19, e 17.448 casos de infeção confirmados no país.

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