Segundo a Brisa, no total, foram utilizadas "mais de nove mil toneladas de material pétreo para impedir a erosão do aterro"
Os trabalhos de consolidação do aterro sob o viaduto da Autoestrada 1 (A1), que abateu devido ao rebentamento do dique do rio Mondego, estão concluídos e prevê-se que ainda esta semana comece a reconstrução da plataforma, informou a Brisa.
Estradas cortadas em Coimbra devido ao mau tempo e estragos na A1 e EN110DR
Em comunicado, a Brisa Concessão Rodoviária (BCR) anunciou que "quatro dias depois do rebentamento do dique do Mondego, que levou à erosão do encontro norte com o Viaduto C e subsequente abatimento da plataforma da A1 ao quilómetro 191 [na zona de Coimbra], estão concluídos os trabalhos de consolidação (enrocamento) do aterro".
"Nos próximos dois dias prevê-se a conclusão da estabilização da laje de transição, no sentido Sul-Norte, sendo previsível que as obras de reconstrução da plataforma se iniciem ainda esta semana", acrescentou a empresa.
Segundo a Brisa, no total, foram utilizadas "mais de nove mil toneladas de material pétreo para impedir a erosão do aterro e proteger a área afetada, servindo de base aos trabalhos de reconstrução da plataforma, no sentido Norte-Sul da Autoestrada 1, entre os nós de Coimbra Sul e Coimbra Norte".
No terreno, ao longo dos últimos dias, estiveram "mais de 70 trabalhadores e técnicos, foram mobilizados mais de 50 meios -- entre equipamento técnico e transporte --, e 35 camiões percorreram mais de 80 mil quilómetros para transporte" dos materiais da primeira fase da obra.
"Os trabalhos que se encontram agora em fase de conclusão visavam impedir o agravamento dos danos causados pela violência das águas do rio Mondego, após o rebentamento do dique por baixo do Viaduto C, nas duas faixas de rodagem da A1", explicou a concessionária.
A reconstrução da laje de transição e do pavimento só poderia ser feita após a reposição do aterro, lê-se ainda na nota.
Em paralelo, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) já iniciou os trabalhos "para o fecho provisório da zona onde rompeu o dique, obra que está a decorrer sob o viaduto C".
A empresa adiantou ainda que, nos próximos dias, será "finalizada a solução técnica para a reparação definitiva da via, sendo previsível que esses trabalhos se iniciem ainda esta semana".
Os trabalhos estão a ser acompanhados por equipas técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério das Infraestruturas e Habitação.
A BCR indicou também que "está a trabalhar em estreita articulação com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, Guarda Nacional Republicana, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e APA.
A rutura na infraestrutura, no dia 11 à noite, foi motivada pelo rebentamento do dique do Mondego e consequente escavação dos solos do aterro, devido ao débito excecional de água no rio, na região de Coimbra.
De acordo com a Brisa, as vias alternativas para os utilizadores da A1 mantém-se o corredor A8/A17/A25 ou o IC2.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.