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Cerimónias fúnebres de António Lobo Antunes nos Jerónimos a partir de sexta-feira

Lusa 05 de março de 2026 às 16:29
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O escritor morreu esta quinta-feira aos 83 anos.

O corpo de António Lobo Antunes vai estar em câmara ardente a partir das 16h00 de sexta-feira, na Igreja de Santa Maria de Belém, no Mosteiro dos Jerónimos, realizando-se o funeral no sábado, informou esta quinta-feira a agência funerária.

António Lobo Antunes
António Lobo Antunes Miguel Barreira

As cerimónias fúnebres, no sábado, realizam-se a partir das 10h00, com a celebração de uma missa de corpo presente, pelas 12h00, após a qual o funeral seguirá para o Cemitério de Benfica, em Lisboa, acrescenta um comunicado da agência Servilusa.

António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 01 de setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.

O seu primeiro livro, “Memória de Elefante”, surgiu em 1979, logo seguido de “Os Cus de Judas”, no mesmo ano, sucedendo-se "Conhecimento do Inferno", em 1980, e "Explicação dos Pássaros", em 1981, obras marcadas pela experiência da guerra e pelo exercício da Psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal.

Duas vezes distinguido com o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, recebeu também o Prémio D. Diniz da Fundação Casa de Mateus ("Exortação aos crocodilos", 1999), o Prémio Fernando Namora ("Boa tarde às coisas aqui em baixo", em 2004), o Prémio Alberto Pimenta de carreira, do Clube Literário do Porto (2008), o Prémio Autores ("Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar", 2010), o Prémio Literário Fundação Inês de Castro ("O tamanho do mundo", 2023), entre outros.

Foi Prémio Camões em 2007 e, no ano seguinte, venceu o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas, tornando-se no primeiro português a conquistar esta distinção.

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