O atual Diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica sucede a Luís Neves, o atual MAI.
Carlos Cabreiro é o novo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), substituindo assim Luís Neves, que foi nomeado em fevereiro deste ano ministro da Administração Interna (MAI). A nomeação foi divulgada pelo primeiro-ministro, num comunicado ao início da tarde desta terça-feira. A nomeação tem a duração de três anos.
Carlos Cabreiro é o novo diretor nacional da Polícia JudiciáriaPedro Ferreira
O atual Diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) foi escolhido pelo Governo para chefiar a PJ. Liderou esta unidade da PJ ao longo de dez anos, numa altura em que o cibercrime disparou.
“O Governo nomeou hoje, por despacho conjunto do Primeiro-Ministro e da Ministra da Justiça, Carlos Cabreiro para o cargo de Diretor Nacional da Polícia Judiciária" por um período de três anos, refere o comunicado.
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Carlos Cabreiro nomeado novo diretor nacional da PJ: 'É uma escolha que já se esperava'
Cabreiro, de 59 anos, é natural de Miranda do Douro e é licenciado em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa e com pós-graduação em guerra de informação pela Academia Militar. Chegou à PJ como inspetor estagiário em 1991. Esteve sempre ligado ao crime informático, tendo chegado a subdiretor da antiga direção central de investigação à criminalidade económico-financeira.
Em 2005 ascendeu a Subdiretor Nacional Adjunto na Direção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF), onde esteve até 2009. Entre 2009 e 2016 coordenou a secção de investigação de criminalidade informática da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo e em 2016 foi nomeado diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T).
Entre os processos mediáticos em que esteve envolvido encontram-se o caso que envolvia o 'hacker' Rui Pinto, acusado de aceder ilegalmente a emails do Benfica e que foi detido em Budapeste em 2019, e o caso 'Tugaleakes', em 2015, que envolvia crimes de sabotagem informática, dano informático, acesso ilegítimo e acesso indevido a diversos sistemas informáticos do Estado e empresas privadas.
Entre as investigações mais mediáticas, liderou a operação que levou à captura do hacker Rui Pinto, que entrou em servidores de clubes, empresas e responsáveis da justiça.
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