"Aquilo que temos identificado é um local aproximado onde essa vítima possa estar" referiu esta sexta-feira o comandante das operações, José Ribeiro.
O comandante distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Évora disse esta sexta-feira que "todo o trabalho de desobstrução" de rochas, na pedreira em Borba, incide na área onde se supõe estar o corpo da segunda vítima mortal confirmada.
"Aquilo que temos identificado é um local aproximado onde essa vítima possa estar, de acordo com a indicação que foi fornecida pelos colaboradores [da pedreira], é só isso que nós temos. E é nesse local que estamos a desenvolver todo o trabalho de desobstrução", afirmou José Ribeiro, em declarações aos jornalistas.
Segundo o comandante operacional, o trabalho de desobstrução para procurar localizar o segundo trabalhador morto é "muito difícil e demorado", porque implica "remover blocos [de rocha] de alguma dimensão" com a utilização de uma grua.
Questionado pelos jornalistas sobre se tem alguma expectativa em relação a este trabalho, em torno da recuperação do corpo do segundo operário, José Ribeiro frisou: "Não queria criar expectativas".
"Temos algum otimismo, estamos a ver resultados" quanto aos trabalhos em curso, "mas não temos ainda nenhuma expectativa", limitou-se a afirmar.
No único ponto de situação sobre as operações de socorro realizado hoje, o CODIS de Évora considerou que os trabalhos decorrem "conforme o planeado", com "avanços significativos, passo a passo nas várias áreas", e, ao fim de cinco dias, sem nenhum acidente entre os operacionais.
A Marinha, indicou, "conseguiu" sexta "colocar um bote na água com dois equipamentos diferentes, um sonar e um equipamento ROV (veículo operado remotamente)", que operaram no plano de água com maior dimensão, mas que não permitiram "ainda recolher qualquer sinal relevante".
A operação incluiu ainda buscas com mergulhadores no plano de água de maior dimensão, tendo já sido "sinalizada a grua" submersa.
Já o trabalho de drenagem das duas pedreiras, referiu, "está a decorrer conforme planeado", com as três bombas "a trabalhar com uma boa velocidade", e os caudais "estabilizados"
O esvaziamento do plano de água da pedreira mais pequena está "praticamente a ficar concluído", afirmou, garantindo tratar-se de um passo "muito importante" porque "vai facilitar todo o trabalho posterior naquela zona", onde "estará o segundo trabalhador da empresa".
O deslizamento de um grande volume de terras e o colapso de um troço da estrada entre Borba e Vila Viçosa, no distrito de Évora, para o interior de pedreiras ocorreu na segunda-feira às 15h45, provocando, pelo menos, dois mortos - apenas um corpo recuperado até agora - e três desaparecidos.
Autoridades removem blocos na procura da 2.ª vítima mortal em Borba
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